A decisão de Meghan e Harry

Para quem está desde 30 de março longe das redes sociais, príncipe Harry e Meghan Markle seguem bastante antenados. Hoje, quando participaram do Time100Talks os dois voltaram a criticar os efeitos negativos da Internet, da cultura do ódio e as consequências e impacto na saúde mental das pessoas.

“Pode ser opressor tentar entender todas as nuances do que acontece ao mesmo tempo online. É tudo tão abrangente e nos afeta em níveis diferentes”, Meghan explicou. Ela acrescentou que ela e Harry conversaram com os maiores especialistas do meio para discutir uma aproximação holística do tema. “Desenvolvemos uma amizade com muitas dessas pessoas com quem dividimos a missão de querer fazer desse espaço [a internet] um lugar saudável e melhor para todos nós”, seguiu.

Harry foi rápido em acrescentar que a crise é mundial. “Não está restrita à certas plataformas ou grupos de redes sociais. É uma crise mundial, uma crise global de ódio, uma crise global de desinformação e uma crise global de saúde mental”, disse o príncipe.

Apesar do casal ter sido muito influente nas redes sociais até perder o direito de usar a marca Sussex Royal, Meghan avaliou positivamente o afastamento. “Foi uma questão de sobrevivência. Não estou nas redes sociais há um bom tempo. Tive uma conta pessoal anos atrás, que encerrei e depois tivemos uma que era feita pela Instituição [da Família Real] e pelo nosso escritório que estava na no Reino Unido, mas não era gerenciada por nós – tinha um time inteiro para isso”, Meghan falou.

“Eu fiz uma escolha pessoal de não ter nenhuma conta, então não sei o que está acontecendo e de muitas formas têm sido benéfico para mim”, disse. “Me preocupo muito com as pessoas que ficaram obcecadas com isso [redes sociais]. É tão presente na nossa cultura diária que é como um vício assim como qualquer outro”, acrescentou ela.

O último post oficial de Meghan e Harry na conta do Instagram

Meghan e Harry também voltaram a falar de temas já comentados, como do privilégio de poder acompanhar o crescimento do filho, Archie. Meghan e Harry também deram outro contexto para a frase que voltou a colocar a duquesa em evidência na semana passada, quando ela citou a própria entrevista que concedeu em 2019 à BBC, se queixando de que não perguntavam à ela “como estava”.

“Acredito que quando as pessoas perguntam “como você está?” eu sinto que é “realmente, como você está?”. Antes desse ano, as pessoas jogavam a frase no ar e ficavam satisfeitas com a resposta “Sim, estou bem, obrigado” e seguiam em frente”, disse Harry. “Sinto que agora é diferente. Esse ano, mais do que nunca, é uma questão de “não, não, não. De verdade, como você está”, explicou.

Antes de encerrarem, voltaram também a falar sobre as eleições americanas, um assunto delicado para a Família Real, que não pode se pronunciar sobre política. Harry falou para os eleitores nos Estados Unidos. “Como estamos perto de novembro, é vital que rejeitemos o discurso do ódio, a má informação e a negatividade online”, ele disse. “O que consumimos, ao que nos expomos e o que nos engajamos online, tem um verdadeiro efeito em todos nós”, alertou.

Vale para o Brasil também.

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