As chances dos indicados ao Golden Globes Awards 2021 – 1ª análise

Os Golden Globes Awards, por tradição, abriam a temporada de premiações. O efeito colateral da pandemia foi bagunçar não apenas as datas, mas o que e quem estaria apto a entrar para a lista de indicações em 2021. Ela foi divulgada hoje (3) e tem surpresas. Que a Netflix lidera o ano com mais indicações não é uma delas. Entre filmes e séries, a plataforma já é a vencedora do ano com 20 citações de TV e 22 de filmes. Amazon Prime e HBO empataram casa 7 indicações. Sentiu a pressão?

The Crown, que se prepara para a etapa final, vem crescendo como um dos conteúdos mais fortes dos últimos anos, com excelentes atuações e qualidade de produção. Em 2021, é a série com maior número de indicações (seis), ficando apenas à frente de Schitt’s creek (5), que é a Fleabag da vez, um conteúdo que ganhou exposição apenas quando chegou ao fim. Outra que está crescendo é Ozark que com The Undoing, coletou 4 indicações. Que Ratched entre com 3 indicações não é exatamente surpresa, mas The Great, que enfrentou muitas críticas pelo humor grosseiro com personagens verdadeiras e tem também 3 indicações, é.

Os indicados de cinema esse ano são basicamente os títulos que toparam encarar o streaming, sacrificando a espera pelas salas de cinema. Com isso, David Fincher emplacar 6 indicações por Mank é quase óbvio (mas merecido). Os 7 de Chicago, Meu Pai, Borat: Fita de cinema seguinte e Bela Vingança têm menos chances do que Uma Noite em Miami e Nomadland, esses dois tendo ainda conseguindo chegar ao Festival de Veneza mesmo no lockdown. Bela Vingança está ganhando fôlego como o patinho feio da lista, mas as chances estão entre Mank, Uma Noite em Miami ou Nomadland.

Entre as indicações de atuação, achei exagerado o nome de Olivia Colman por The Crown. Não apenas ela já venceu antes pelo mesmo papel como não é o que move as últimas temporadas. Ela de certa forma reduz as chances de Emma Corrin, essa sim a estrela feminina da temporada com uma impressionante personificação da princesa Diana na série. Ainda assim, estar entre as indicadas logo na sua estréia já é um prêmio por si só. Por outro lado, a indicação de Josh O’Connor como ator principal da série é um reconhecimento importante. Seu príncipe Charles trouxe simpatia na 3ª temporada e ressentimento na 4ª, com o ator tendo grande sensibilidade não apenas de captar a essência do futuro Rei, mas de trazer humanidade a ele mesmo quando ele deixou de ser uma personagem simpática. Bravo, torço por ele.

Sacha Baron Cohen é a alma de Os 7 de Chicago, não tinha como ficar de fora. Anya Taylor-Joy também era mesmo para ter o reconhecimento de estar nas categorias de filme e série. The Queens Gambit foi um dos grandes destaques da pandemia e é 100% dependente de seu carisma. A refilmagem de Emma, prejudicada em seu lançamento justamente na semana em que o isolamento foi instituído, é maravilhosa também por sua causa. Sua popularidade pode contribuir para levar pelo menos um dos dois prêmios esse ano.

Vou escrever sobre os excluídos em seguida, mas vale outro comentário antes. A “briga” do ano está mesmo na categoria de Melhor Atriz Drama Filme. Entre os Melhores Atores, dificilmente Chadwick Boseman não será homenageado postumamente por sua atuação em A Voz Suprema do Blues, mas todas as atrizes estão com atuações particularmente fortes esse ano. Frances McDormand é sempre uma “ameaça”, mesmo tendo sido tão premiada antes (ela está no patamar Meryl Streep de indicações e prêmios) ela foi reconhecida como a melhor em todos os festivais que Nomadland passou. Ok, 2020 teve menos exposição mas ainda ainda assim é uma das favoritas na categoria.

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