Em 7 de novembro de 1980, falecia o ator Steve McQueen, uma das maiores lendas de Hollywood de todos os tempos. Ele tinha apenas 50 anos e perdeu uma longa batalha contra o câncer de pulmão.
Steve McQueen ficou conhecido como Rei do Cool, tanto por sua elegância despojada como pelo estilo indiferente de sua postura. Com veia cômica e dramática, Steve era um ator completo e ousado. Gostava de gravar suas próprias cenas de ação (Tom Cruise o imita) e sempre tinha uma persona nas telas que escondia sua sensibilidade em gestos de poucas palavras. Nos anos 70s chegou a ser o astro com maior salário do cinema, nada que fazia parecia dar errado. Estrelou uma série de clássicos e era o ator mais respeitado do cinema.

Nascido no interior dos Estados Unidos, Steve cresceu em meio de hippies e deliquentes, e ainda jovem passou dois anos em um reformatório. Aos 15 anos deixou sua casa, se alistou na Marinha e teve uma série de pequenos trabalhos. A arte entrou em sua vida como um bico, ganhou 15 dólares para entrar em uma peça off Broadway e ganhou amor pelos palcos.
Seus olhos azuis eram comparados ao do grande amigo, Paul Newman, mas Steve não se via (nem era) bonito como ele. Ainda assim, sua atitude rebelde o transformou em imediato sex symbol. Foi imediatamente taxado também como o sucessor de James Dean, algo que fez até sentido.
Dos palcos, o ator foi para TV, algo que na época era para segundo escalão. Mas sua série, Procurado Vivo ou Morto, foi um estrondoso sucesso e em poucos anos fez a transição para as grandes telas.
Foi em um papel de coadjuvante em Sete Homens e um Destino, ofuscando Yul Brynner (Chris Pratt fez seu papel na refilmagem), que Steve virou estrela em Hollywood.
Fugindo do Inferno, O Poderoso Crown, Papillon e Bullit são alguns dos clássicos que fizeram sua lenda. Mas no ápice, largou tudo para surfar, fumar maconha e curtir seu conturbado casamento com Ali McGraw, um romance escandaloso que surpreendeu o mercado ao unir as duas maiores estrelas da época. Os dois se conheceram fazendo o filme Os Implacáveis e ficaram 5 anos juntos.
Ele gostava tanto de carros e motos que seus filmes forçosamente tinha cenas (ou filmes inteiros) com corridas ou perseguições. Seu último filme, lançado em 1980, Caçador Implacável, já foi gravado com Steve bastante debilitado.
Em sua carreira de pouco mais de duas décadas, Steve McQueen ganhou uma importância igualada a de Marlon Brando, por estabelecer o naturalismo na sua atuação. Sua ausência sempre foi sentida, mesmo 41 anos depois.
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