Em 1983, uma cantora cujo single Everybody tocava sem parar nas rádios lançou seu primeiro álbum. Em meio à onda new wave ela ainda insistia na linha disco e para grande surpresa geral (ainda não tínhamos visto sua foto e não estava liderando a MTV), Madonna era loira de olhos azuis e gostava de dançar.
40 anos depois ainda podemos apontar Madonna como um álbum irregular, ainda mais que em seguida viria o clássico Like a Virgin, e apenas depois de True Blue (que ela produziu) que Madonna estabeleceu sua assinatura. Ainda assim, é cheio de clássicos.



A faixa de abertura, Lucky Star, virou uma marca registrada. Holiday é até hoje presente nos set lists de todos seus shows e Everybody foi seu primeiro single. Ainda tem a ok Burning Up, um rápido flerte com o new wave, assim como You Know it. Borderline foi um de seus maiores sucessos já no encalço do vídeo e do ‘look Madonna’, e Physical Attraction, hoje esquecida, tocava com frequência nas rádios.
A falta de coesão no som desse álbum está na pluraridade de produtores – dos DJs que namoravam a cantora ao imposto pela gravadora – por isso mesmo com os hits, não chega a ser um favorito.
Madonna tinha apenas 23 anos quando gravou o álbum que tinha mesmo o foco de tocar nas pistas e nas rádios. Se prestassem atenção ao que já cantava, ela avisava em Burning Up: “Ao contrário das outras, eu faço qualquer coisa / não sou a mesma, não tenho vergonha”. Alguém dúvida hoje de sua sinceridade?
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