Lena Headey e Emilia Clarke: As Diferentes Faces de Sarah Connor

Cersei Lannister e Daenerys Targaryen se odiaram até a morte, sem mesmo jamais terem estado em um mesmo ambiente – cheio de gente – por apenas alguns minutos. Porém nas telas, em outra franquia e outro tempo as duas deram o rosto para outra heroína complexa: Sarah Connor, de O Exterminador do Futuro. Isso mesmo, as atrizes Lena Headey e Emilia Clarke, em diferentes meios e tempo viveram a icônica personagem que fez de Linda Hamilton uma estrela.

A franquia do Exterminador sofre do mal de Star Wars: a história vai se adaptando ao longo do tempo, sem se manter fiel ao que dizia no original. Isso porque Sarah Connor é vital para a franquia do Exterminador do Futuro, afinal foi o alvo de um exterminador que vem do futuro para eliminá-la antes que seja mãe do humano que vencerá a guerra dos humanos contra as máquinas, John Connor. Mas, enquanto a conhecemos uma moça despreparada que se transforma em uma líder e guerreira, isso faz sentido nas continuações porém nem tanto quando vieram as prequels outros conteúdos.

A começar pela idade. Embora a gente à princípio não tenha certeza de quantos anos ela tinha no filme original, uns especulam quer seria 19, no filme O Exterminador do Futuro 3 confirmamos que teria 25 e que teria morrido com 38 anos em 1997, mas em Exterminador do Futuro 2: Dia do Julgamento ela diz à psicóloga que tem 29 anos (Linda Hamilton tinha 35 na época). Para piorar, em Terminator Genisys vemos que Sarah tinha nove anos em 1973, ou seja, nasceu em 1964, portanto voltaria à casa dos 20 anos imaginado no filme de 1984. Se não bastasse, quando volta em O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio se fala que os eventos acontecem 25 anos depois de Exterminador 2, com Sarah na casa dos 55 e com a afirmação de que, em 1998, ela teria 33 anos, determinando seu nascimento em 1965. Portanto, considerando a última fonte, em Genisys Sarah teria então 8 anos, no primeiro Exterminador, 19 anos, no segundo teria 29 anos e bom, não haveria o terceiro porque ela não morreu nele assim como teria morrido em 2005, na série.

Em tese Sarah (Linda Hamilton)estava na universidade e trabalhando como garçonete quando passa a ser perseguida andróide Modelo 101, da Cyberdyne Systems (Arnold Schwarzenegger) e é resgatada por Kyle Reese (Michael Biehn). Ele que explica que ela será a mãe de John Connor e que no futuro, uma inteligência artificial chamada Skynet será criada por desenvolvedores de software militar para tomar decisões estratégicas e destruirá a vida humana. Kyle também explica que John foi treinado por ela, desenvolvendo habilidades e táticas na lutar contra a Skynet. Kyle morre, mas ele é o pai de John. Grávida e fugitiva, ela decide virar a heroína que Kyle a descreve começa a fazer um diário para o filho.

Quando a reencontramos, oito anos depois, no filme 10, Sarah e John (Edward Furlong) foram separados depois que ela foi presa em uma clínica psiquiátrica. John ressente a obsessão dela contra tecnologia e de manter John seguro, e mais ainda, seu medo e ódio do Modelo 101. Quando encontra dois modelos o T-1000 (Robert Patrick), um andróide de metal líquido e o Modelo 101 (Schwarzenegger), fica confusa. Dessa vez, John (Michael Edwards) enviou um exterminador para protegê-los do novo ataque. Agora um pouco mais reconciliada com as máquinas, ela sonha com novo futuro para a humanidade.

Na terceira parte, ela teria morrido de leucemia, feliz que a data do Dia do Julgamento em 1997 passou sem incidentes, mas sem acreditar 100% na vitória dos homens. John (Nick Stahl) ainda é jovem e, com a ajuda de T-101 (Schwarzenegger), retoma a causa contra a Skynet. Já em O Exterminador do Futuro: Salvação, só ouvimos sua voz nas gravações para John (Christian Bale).

Paralelamente veio a série da TV que só durou um ano e que tinha Lena Headey como Sarah, em Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor. Em uma versão futura alternativa aos filmes, ela teria acontecido logo após o segundo filme e mostra Sarah no treinamento de John e lidando com um futuro onde ainda não confia na tecnologia. Voltaremos a ela já já.

Depois de um hiato, já na cola do sucesso de Game of Thrones, traz Alan Taylor dirigindo e Emilia Clarke aparece como Sarah Connor em Terminator Genisys. Aqui, é mais uma realidade alternativa aos quatro filmes e ignorando a série, com uma variante da linha do tempo alternativa de sua contraparte retratada por Linda Hamilton. Aqui, a Skynet envia uma T-1000 (Lee Byung-hun) para uma Sarah ainda criança, para matá-la, mas ela escapa e é criada por um T-800 (Arnold Schwarzenegger) reprogramado para ser seu guardião. Quando Sarah descobre que seu destino é ser mãe de John Connor (Jason Clarke) e treiná-lo para a guerra da Resistência contra a Skynet, se revolta e quer poder escolher o futuro. Nessa versão, quando conhece Kyle Reese (Jai Courtney), já é uma líder nata e preparada, sem depender tanto dele. Ainda assim se apaixona por ele e planeja viajar no tempo para evitar o Dia do Julgamento, que agora passou de 1997 para 2017. Nessa viagem, Sarah descobre que John Connor se transformou em um ciborgue conhecido como T. -3000. Após derrotar de John-cyborg e a Skynet, mais uma vez sonha com um futuro diferente.

Temos mais uma Sarah Connor em Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, com Linda Hamilton de volta em uma sequência alternativa do 2º filme (ignorando os demais). A Skynet não causou o fim da vida humana, mas John foi morto por um T-800 em 1998. Triste e amarga, Sarah é alcoolotra e caçadora de Exterminadores, fugindo da Justiça. Ela resgata uma menina, Daniella “Dani” Ramos, que agora é quem será a líder da resistência no futuro, com a ajuda de Sarah.

Todo esse timeline foi preciso para ligar as duas Rainhas de Westeros. Lena Headey saiu de Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor para Game of Thrones onde não apenas calou seus críticos como virou uma estrela. Sua escalação para protagonizar a série foi um dos pontos mais criticados na época do lançamento, por não se parecer com Linda ou ser muito atlética, mas ela ganhou a atriz depois de ter sido testada e superado as outras 300 candidatas. Não deixa de ser irônico que Emilia Clarke tenha sido igualmente criticada no papel tantos anos depois. A essa altura, as duas sofreram com a falta de coerência da franquia, que perdeu os pontos vitais para trazer surpresas.

Sarah, por outro lado, é o perfeito ponto de encontro entre Cersei e Daenarys, uma mulher forte em uma sociedade patriarcal, que protege seu filho como pode e que luta por um mundo melhor. Cersei não tinha uma preocupação com ninguém além de seus filhos, mas nisso estava de igual com a heroína. Com tanta discussão sobre os problemas de Inteligência Artificial, não seria surpresa ter mais uma versão da história. Com Emma D’Arcy, talvez? Ou Olivia Cooke?


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