Como fugir do óbvio em Only Murders in the Building?

Eu AMO Only Murders in the Building e a cada episódio fico mais apaixonada. Com a trilha sonora perfeita de Siddhartha Khosla criar um musical é ainda melhor. Foi divertida a alusão à segunda temporada ter sido ‘fofa’, mas inferior à primeira, na opinião de Tobert (Jesse Williams). O que torna o desafio da terceira maior, claro.

Bom, a alternativa a alternativa de sair do Arconia para criar o suspense e voltar para o prédio funcionou, afinal o apartamento que um dia foi de Sting, depois Amy Schumer e agora, Ben Glenroy (Paul Rudd) ficou redondo. O que torna complexo inovar agora é a lista de ‘suspeitos”, se não quiserem repetir as temporadas anteriores. A dica que Mabel (Selena Gomez) e Charles (Steve Martin) estão seguindo faz sentido – um dos presenteados com o lenço minimamente esteve com Ben quando ele caiu do elevador – mas Oliver (Martin Short) está com a cabeça voltada para sua carreira.

Na minha lista de suspeitos, queria evitar 1) a namorada 2) o policial 3) o produtor com filho especial. Portanto, embora Loretta (Meryl Streep) tenha todas as vibes de uma psicopata, seria repetir a fórmula da temporada de estreia. Claro, não gritem, agora é MERYL STREEP! Estou ciente disso, mas não sei se colocar Oliver e Charles no mesmo arco é necessariamente ‘criativo’. Igualmente o par romântico de Mabel, que até que não foram os criminosos nem na primeira ou na segunda, seria algo de diferente. Da mesma forma, embora estejam bem suspeitos (e nojentos), Donna DeMayo (Linda Emond) e Cliff (Wesley Taylor), seria o mesmo problema da temporada 1. Portanto, temos os demais membros do elenco e claro, o irmão submisso e irritado de Ben, Dickie (Jeremy Shamos). É cedo para fechar em alguém porque embora Kimber (Ashley Park) tenha terminado com olhar estranho, ainda não sabemos sobre Ty (Gerald Caesar) ou Bobo (Don Daryl Rivera) ou nem mesmo Howard Morris (Michael Cyril Creighton), o vizinho e assistente de Oliver, que não pode ser excluído dos suspeitos.

No terceiro episódio então vemos Mabel e Tobert visitando o apartamento de Ben atrás de pistas. Bom Mabel sim, Tobert mais especificamente uma câmera que estava com Ben e poderia ter imagens reveladoras. Tem ele brigando com alguém, que não sabemos quem é. Tobert, obviamente é muito fã e não deixem de reparar que o ângulo gravado não era de Ben olhando para alguém, portanto põe o documentarista em uma posição quase comprometedora. Eles são interrompidos por Dickie, que está recolhendo os pertences do irmão e muito chateado, mas recebe um telefonema e sai.

Para manter a corrente, o telefonema era sobre Loretta. Dickie e ela se entenderam após a morte de Ben, com ele a representando. Dickie consegue um papel importante para ela em um projeto de série e sem a peça, eles julgam que Loretta está livre para finalmente começar sua carreira. Mas Oliver, que está para emplacar sua adaptação para musical e está encantado com o talento dela, não permite. A reação de Loretta é ultra suspeita, mas os dois estão tendo um clima romântico e ela acaba “aceitando” ficar. Agora Oliver tem duas pessoas ressentidas com ele: a namorada e o empresário dela.

Charles segue ajudando Mabel, identificando que é Kimber a pessoa que ‘perdeu’ o lenço e o claro ciúme dela do talento de Loretta, não é bom tirá-la da lista ainda.

Cliff se indispôs com Donna sobre seguir investindo no musical, atrito entre mãe e filho pode sugerir um potencial assassino? Quem sabe? O fato é que nossos podcasters ainda não avançaram quase nada para definir os mais provável assassino. Pelo sim, pelo não, depois de ter escapado da suspeita da segunda temporada, ainda tenho Howard liderando. Tem motivo, tem acesso e ninguém presta atenção nele. Seguimos investigando!


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