Foi uma despedida temporária morna, poderíamos dizer. And Just Like That passou sua segunda tentativa se explicando, se adaptando e chega ao fim deixando um futuro onde Carrie nos pede: sem expectativas.
O jantar de despedida de Carrie para seu apartamento de mais de 25 anos tinha que ser simbólico e especial. Posso ser chata? Okay, avisei. Se eu tivesse um apego ao meu imóvel como ela tinha, a despedida tinha que ter sido íntima e apenas com as amigas que compartilharam tudo naquele espaço. Mas a nova Carrie traz 15 convidados, que não é necessariamente petit comitê porque é o que cabe e transformou o imóvel em restaurante. São apenas dois apartamentos no prédio? Porque os vizinhos certamente não gostariam de ver seus corredores tomados por garçons. Eram uns 5 que eu tenha identificado.

Mas a despedida veio com muitos “primeiros”: é a primeira vez que vemos Samantha em uma cena fofa, na qual ela se desculpa pelo vôo cancelado e impossibilidade de estar em Nova York. Se na primeira temporada Miranda e Charlotte estavam solidárias com Carrie quando elas brigaram, pelo que parece está no passado porque estão em igual contato com Samantha. Foi fugaz, mas importante e respeitoso. Apenas cria uma cilada porque agora que terá a terceira temporada, teremos outros telefonemas? Parece que Samantha europeia já se despediu de Nova York.
Em uma passagem rápida de conclusão, todas personagens se prepararam para algo novo. Che com a nova namorada e decidindo o que fazer sobre sua carreira de comediante. Nya, a mais sofrida, brilhando profissionalmente e agora namorando um chef que tem estrela Michelin. A vencedora da temporada, se me perguntarem. Charlotte e Lisa, com seus problemas mais brandos, estão em um lugar seguro porque seus companheiros podem até derrapar, mas são os que todas as mulheres queriam. Anthony? Quem diria que seu amor por Stanford fosse mesmo tão definitivo. Se abriu para o novo. Seema está com um namorado famoso e complicado (sem drama, qual seria a graça?), Miranda está flertando com a jornalista da BBC, mas Carrie? Caiu na mesma. Ou quase.
Aidan coloca os filhos primeiro, como deveria ser, e não virá mais para Nova York, nem a cada 15 dias. Se ele fosse diferente, não o teríamos como o melhor de todos, né? É Carrie que está sendo irredutível, que não está colocando Aidan em primeiro lugar. E é curioso como a personagem, mesmo em automático, permanece a mesma. Vemos Carrie fazendo sexo pela primeira vez em 25 anos (tivemos alguns momentos, em geral cômicos e rápidos, dessa vez vemos a intimidade de Carrie e Aidan – ambos sem roupa – pela primeira vez. Sim, die hard fans identificaram a “quebra das muralhas”. O que não vemos é Carrie jamais deixar de ser egoísta. Uma Carrie de 30 anos tinha muito a descobrir em Nova York. Uma Carrie viúva, milionária e beirando os 60, já poderia estar aberta a viver temporariamente fora, não acham? Mas foi um “final temporariamente feliz” para todos.

A nova “inalterada” Carrie fala de não mais esperar algo, mas ficar aberta para o que vier. Essa serenidade tira um pouco da energia da série, mas, quem sabe? Pode ser fabuloso.
PS: A espera pela terceira temporada pode ser maior do que antes. As greves de atores e roteiristas segue firme e forte em Hollywood. Os estúdios ainda têm conteúdo que estava pronto, portanto estão irredutíveis. A realidade vai ser colocada em cheque em breve. Em outras palavras, deixamos Carrie em uma praia (que não parece em NADA com a Grécia) brindando com Seema, mas só a veremos de novo em 2025. Segundo o estalar de dedos interrompido de Aidan, passa tão rápido que nem sentiremos. Será?
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