O amor é perigoso em Only Murders in the Building

Charles (Steve Martin) definitivamente não tem sorte no amor. Oliver (Martin Short) está empenhado e Mabel (Selena Gomez)? Ela é uma Charles em evolução. Nossos heróis têm cada um tempo para cuidar de seus corações enquanto tentam avançar na solução do crime de Ben (Paul Rudd). Ainda bem, porque a polícia, pelo visto, nem se importou. Uma estrela da TV é envenenada no palco e, horas depois, jogada de um elevador em Upper West Manhattan e não há repórteres ou detetives atras de informação. É, Only Murders in the Building já foi mais amarrado do que estamos vendo.

Ignorando as falhas gritantes da trama da terceira temporada, a série está tentando com mão pesada nos fazer acreditar que Meryl Streep é uma psicopata ambulante, uma mulher fixada em seu ídolo e capaz de assassinato. Se formos com a fórmula do ‘whodunit’, não será ela. Nunca é quem se espera, portanto fica cansativo insistir na tecla. Em “It’s Love”, a história avança poucos milímetros porque os protagonistas estão lidando com seus problemas afetivos primeiro. E já estavam fazendo exatamente isso nos episódios anteriores.

Ainda assim, amo Only Murders in the Building. Minha lista de suspeitos está em dois nomes, meio que óbvios também. Aposto no irmão submisso, Dickie (Jeremy Shamos), que “ajudou” Loretta assim que ficou sem cliente e sustento. Mas por hora é a atriz que os roteiristas querem que pensemos ser a assassina. Já temos motivo e oportunidade, cadê a polícia quando precisamos dela?


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