A roda gira e o tempo avança

A segunda temporada de A Roda do Tempo tem sido uma unanimidade positiva entre fãs, iniciados nos livros que originaram a série ou não. É curioso que a mesma Amazon Prime Video tenha investido tanto (e tão errado) em Anéis de Fogo e mesmo com um orçamento claramente menor, as Aes Sedais sejam mais poderosas do que o que vimos em Middle Earth. Mesmo com efeitos ocasionalmente toscos, A Roda do Tempo tem sido eficaz a contar uma intricada história de fantasia que nos mantém curiosos e torcendo. Pena que estamos a um episódio antes da pausa.

Saindo de uma virada poderosa da semana passada, nos reencontramos com times se formando, conflitos de estratégia separando antigos aliados. Eu não li os livros, mas estou ciente que algumas adaptações foram feitas e que até os ‘puristas’ apreciaram. Os roteiristas têm sido inteligentes: para quem não leu a saga, é mais do que impossível amarrar todas as tramas, é preciso simplificar e nos guiar pelas mãos. Por exemplo, restaurar os poderes de Moiraine (Rosamund Pike) (alguém duvidava que ela teria poderes de novo?) e contextualizar sua estratégia. Trouxe um peso para o momento de “estamos juntos nessa” que é tradicional de aventura, quando equipes se completam e podemos sonhar com um embate mais equilibrado. Mas voltemos ao que aconteceu.

Em um flashback de 20 anos atrás vemos que o nascimento de Rand al’Thor (Josha Stradowski) mudou completamente os simples planos de Moiraine Damodred (Rosamund Pike) e Siuan Sanche (Sophie Okonedo) são destruídos com a notícida do Dragão Renascido e o papel delas em encontrá-lo. Portanto a dinâmica desse relacionamento ganha outra perspectiva pois há um pacto e uma responsabilidade que as coloca em momentos diversos como oponentes e aliadas. E mais emocionante quando o episódio concluir.

Depois de toda tortura, é arrasador ver Egwene al’Vere (Madeleine Madden) aparentemente submissa à sua sul’dam Renna (Xelia Mendes-Jones), que a força usar o Poder Único para mostrar sua força. Porém Egwene não seria uma personagem única se não fosse espiritualmente superior à Dor. Ela pode ter sido obrigada a usar sua magia, mas avisa à Renna que um dia se vingará e que vai matá-la. Desconfiamos de que, agora que revelou o plano e quebrou o orgulho de Renna, antes volte. ater que passar por mais torturas. Não sabemos. Paralelamente, Nynaeve (Zoë Robins) e Elayne (Ceara Coveney) continuam tentando salvar a amiga, com ajuda de Loial (Hammed Animashaun). Elas descobrem a localização dos canis Damane de Loial, mas precisam de um disfarce para entrar e capturam uma sul’dam. Aqui uma dica que aprendi com leitores e que é importante: as coleiras só deveriam funcionar com mulheres que conseguem canalizar portanto estar funcionando com uma sul’dam é relevante, uma vez que a crença pensam é que que todas as mulheres que podem canalizar são escravas malditas. Não é nada disso… já suspeitam do fim de Renna????

Mais distante, Perrin (Marcus Rutherford) e Aviendha (Ayoola Smart) se unem a duas colegas Donzelas da Lança de Aviendha: Bain (Ragga Ragnars) e Chiad (Maja Simonsen), mas apenas depois que ela seja punida porque outras Donzelas da Lança sob seu comando. Um código de honra curioso, mas importante nos livros. Outra mudança parece ser com Ishamael (Fares Fares) cuja motivação ganha outra sugestão depois que conversa com o sempre vulnerável Mat Cauthon (Dónal Finn). Mat é levado inconsciente por Lanfear (Natasha O’Keeffe) até Falme e lá, bebe o chá alucinógeno que permite ver as vidas passadas. Ishamael se queixa deter que reencarnar continuamente. A visão de Mat já traz um esater egg para os leitores dos livros, mas para nós reles mortais, só pareceu sofrido e sombrio.

Voltando ao Dragão Renascido, Rand al’Thor (Josha Stradowski) é forçado por Lan (Daniel Henney) a ir até Amyrlin, e ele tenta ajudar a prepará-lo. O reencontro entre Moiraine e Siuan não é bem emotivo porque de acordo com a lei da Torre, o Dragão Renascido deveria ser enjaulado pelas Aes Sedai, para servir como a arma definitiva na Última Batalha, mas não liderar a guerra. Moiraine se opõe porque sabe que não há segurança para Rand entre elas, mas Siuan que seguir as regras. De novo, algo diferente dos livros onde elas são alinhadas. Rand é subestimado porque quando ele e Moraine percebem que os Renegados querem que ele fique em Falme, ele pede ajuda a Lanfear para escapar de Cairhien e claro que nada que a envolva é menos do que grandioso e destrutivo. Para quem sabe o que vem à frente, dá arrepios.

Outra alteração, que já mencionamos, é que a restauração dos poderes de Moiraine veio antes dos livros. Lan descobre que Logain (Álvaro Morte) viu tramas da metade masculina do Poder Único em torno de Moiraine, amarradas como um nó. Portano agora ele sabe que ela não foi acalmada, mas presa. Rand corta a trama e restaura a magia de Moiraine, criando uma conexão entre eles de confiança mais profunda. E com ela de volta ao jogo, há mais equilíbrio na guerra porque até agora os Renegados estavam inabaláveis, mas era apenas maior conhecimento dos livros antigos, não poderes em si.

O reencontro e o confronto de Siuan e Moiraine é ainda mais triste e nos deixa com o coração apertado quando tomam caminhos opostos. Assim como a revelação que o adorado sobrinho de Moraine, Barthanes Damodred (Will Tudor) é um amigo das trevas. Posso falar? Já desconfiava dele.


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