É incível, mas há 40 anos, em 26 novembro de 1983, seis homens armados invadiram o depósito de segurança Brink’s-Mat, perto do aeroporto de Heathrow, em Londres. O plano era levar uma bolada de dinheiro estrangeiro, mas sem querer esbarraram com barras de ouro no valor de mais de 570 milhões de reais. Na época foi o maior da história, mas ficou ainda mais famoso porque expôs como pessoas importantes estavam envolvidas na lavagem de dinheiro, movimentanto o mercado financeiro e imobiliários, assim como provocou assassinatos e muita polêmica. Essa incrível história é o tema da ótima série da Paramount Plus, O Ouro (The Gold).

Com um grande elenco – reconhecemos facilmente muitos rostos – a série reconta a história em detalhes em apenas seis episódios, e é baseada em extensas pesquisas e entrevistas com alguns dos envolvidos nos crimes, com alguns ajustes, obviamente. Por exemplo, enquanto o lado criminal cita as pessoas reais, como John Palmer (Tom Cullen), Kenny Noye (Jack Lowden) e Gordon Parry (Sean Harris, assim como o policial que liderou as investigações, Brian Boyce (Hugh Bonneville), mas Edwyn Copper (Dominic Cooper) – o advogado corrupto que ajuda na lavagem – e a detetive Nicki Jenkins (Charlotte Spencer), que junta três mulheres envolvidas nos trabalhos. Nada disso tira o interesse da série, ainda mais que John Palmer foi preso tentando entrar no Brasil e muitos dizem que o roubo gerou a ‘Maldição de Brink’s-Mat’, afinal, cerca de 20 pessoas ligadas ao crime foram assassinadas.
O primeiro episódio refaz o roubo de Brink’s-Mat e como a polícia chega rapidamente aos ladrões, mas atrasada para impedir a movimentação do ouro. No jogo de gato e rato que se segue, muitas surpresas garantem o interesse de quem não sabe nada da história, o que significa todos foram da Inglaterra e tenha menos de 40 anos. Muita gente!
Há muito drama e ótimas atuações de Cullen, irreconhecível para muitos sem sua barba (que usou em Becoming Elizabeth e Knightfall, por exemplo) e de Lowden, em um papel diretamente oposto ao que faz em Slow Horses. Vale cada minuto! Afinal, se diz que qualquer pessoa que use jóias de ouro compradas no Reino Unido depois de 1983 provavelmente está usando um pouco do roubo do Brink’s Mat, uma vez que cerca de 50% do ouro ainda não foi recuperado quatro décadas depois.
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