Sei que muitos fãs seguem teorizando e seguindo as dicas de easter eggs em Loki, mas eu oficialmente desisto de tentar conectar os multiversos e me deixarei levar. A série da Marvel que transformou um antagonista em um dos mais simpáticos heróis da franquia segue dominando como o melhor conteúdo desde os Vingadores, em duas curtas temporadas disponíveis apenas na plataforma. Uma metáfora para o que vive? Enfim, o quarto episódio da segunda temporada da série continua nos surpreendendo e claro que ainda não chegaram à metade do que ainda vem pela frente.
Quando roteiristas nos dão de colher algumas dicas é porque elas são relevantes para acompanhar a trama. O adulto Victor Timely (Jonathan Majors) não estava na “linha do tempo sagrada”, portanto é uma variante “descartável”. Que Sylvie (Sophia Di Martino) não me ouça.

Em uma imediata sequência do que vimos na semana passada, a assustadora Miss Minutes (Tara Strong) dá o troco de ter sido rejeitada por Victor mostrando a Ravonna Renslayer (Gugu Mbatha-Raw) que ela foi traída por Ele Que Permanece. A conversa que eles têm é a mesma que Loki (Tom Hiddleston) ouviu no rádio quando estava no passado, o que me fez errar que era um papo entre ele e Miss Minutes. Agora que sabemos que antes de ter a memória apagada Ravonna comandou o exército na guerra entre os Kangs, a união das duas contra ele soa ainda mais apavorante.
Victor, Loki, Mobius (Owen Wilson) e Sylvie chegam à TVA e lidam com a surpresa de Victor e a falta de tempo para evitar o pior. A missão é aparentemente suicida, portanto há uma natural hesitação em definir quem vai liderá-la, mas O.B. (Ke Huy Quan) pressiona. Lembrando que ‘todos vão morrer’, é preciso salvar não apenas essa linha do tempo, como a maior parte possível.
Ravonna tenta recrutar Brad, Dox e outros que estão trancados, mas apenas Brad não é mais tão fiel à causa e trai os amigos que morrem para defender a TVA. Isso mesmo, a luta verdadeira não é para salvar variantes, mas definir quem manda na agência do tempo. E abriga não é limpa nem clara. Miss Minutes controla o sistema, mas quando a ‘desligam’, Sylvie e Loki conseguem usar a mágica para atrapalhar Brad e Ravonna. Antes do reboot, no entanto, Miss Minutes alerta/ameaça Victor, avisando que ele “não é Aquele que Permanece”. Com a surpresa da implosão de Victor quando tentar ajudar, agora estamos literalmente sem saber – nessa linha do tempo – quem é quem ou quem é o perigo.

A opção de transformar Ravonna em possível vilã, sabendo que nos quadrinhos ela sempre esteve romanticamente envolvida ao longo do tempo com Kang, às vezes como amante e outras como inimiga, com ambos se traindo e se reconciliando, não é uma invenção sem sentido. Também fica uma opção caso a vida pessoal de Jonathan Majors atrapalhe seu futuro no MCU. Então estamos a mercê da criatividade do roteiro, com a reviravolta final nos deixando em suspenso, afinal agora “perdemos” Victor Timely e já tínhamos eliminado Kang, o Conquistador em Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania. Tem toda cara que Ravonna vai liderar a guerra nos multiversos, incluindo desmantelar o Conselho dos Kangs. Muitos apostam que veremos Ravonna Terminatrix, assumindo o controle de todos as variantes de Kang.
Como ainda temos mais vida em Loki, a implosão da TVA é algo que será resolvido. Já que aqui vemos Loki como herói, tenho apenas uma queixa. Sinto falta dele como protagonista. Loki está na fase de time de personagens, gosto mais da dualidade do Deus da Trapaça.
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