Tenho que abrir com meu disclaimer que me incomoda a falta de versatilidade de Brie Larson, seja nos papéis que escolhe e menos ainda na forma que os aborda. Está sempre robótica, irritada, arrogante. O que fez de Elizabeth Zott uma personagem curiosa, pois sua viagem transformadora nem sempre nos convenceu, mas foi interessante.
A conclusão de Uma Questão de Química foi doce, com surpresas e um arco transformador de puro amor, onde almas românticas puderam suspirar. Com um certo elemento de Ghost, a série seria sobre as dificuldades de Elizabeth no machista universo acadêmico, mas na verdade o que ficou mais interessante foi seu encontro e amor com o colega químico Calvin Evans (Lewis Pullman), cuja vida trágica supera qualquer drama enfrentado por Elizabeth. Foi dessa junção de duas almas quase autistas que veio uma improvável história de transformação.

Ficamos sem saber nada da própria trajetória de Elizabeth, além do fato que foi abusada sexualmente no passado, mas Calvin era um órfão sofrido, gênio e cuja morte prematura o privou de ter tudo que queria: uma família. Foi sua filha com Elizabeth que conduz a gente e a mãe a descobrir mais sobre seu pai, e o fato de que a essa altura Elizabeth é uma grande estrela de TV é quase irrelevante. Ela mesma cheia de problemas de sociabilizar é conduzida a se conectar com as pessoas. Uma história de positividade e esperança que chegou à sua conclusão quase discretamente, quieta na plataformas da Apple TV Plus. Nada de excepcional, mas fofo.
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