Estaríamos sendo duros de mais com Rebel Moon?

Desde que passou a ser uma assinatura, as produções assinadas por Zack Snyder despertam ira e paixão. Ninguém duvida de sua assinatura visual, mas é divertido pensar que alguém também demande profundidade de roteiro. Snyder é adepto da aventura, do impacto emocional instantâneo e se destaca no seu nicho. O lançamento de Rebel Moon, sua nova franquia, foi recebida com uma chuva de críticas que esquecem o conceito de “filme pipoca” que a Geração X conviveu na infância. Para os Millennials que cresceram com a febre de trilogias, ele falhou. Será que estamos sendo duros demais?

Eu amo George Lucas e Peter Jackson, que fizeram trilogias icônicas, mas até eles foram vítimas da fórmula, usada com ganância pelos estúdios. A saga de Star Wars, por exemplo, cresceu tanto que nem mesmo seu herói original tem impacto no universo que tem vários produtos. E incoerência é a assinatura da franquia, algo que ninguém trucida. Rebel Moon – A Child of Fire é a primeira parte de três filmes, uma história que junta Star Wars, Duna, The Witcher, Os Vingadores e Game of Thrones, as fontes mais obvias desde o início. Um universo fantasioso, de vilões clichê e heróis atormentados. Tem o salto 300 (lembram que foi Michael Fassbender que foi o primeiro?) e as cores estouradas. Tá tudo lá e diverte por algumas horas, por que reclamar?

A líder dos rebeldes é a fodástica Kora (Sofia Boutella, ótima no papel de aventura), uma jovem de passado misterioso e uma habilidade incrível para batalhas. Ela vive numa colônia pacífica de fazendeiros na Lua, mas a tranquilidade é ameaçada quando o tirânico regente Balisarius (Fra Fee) manda o cruel Almirante Noble (Ed Skrein) para dominar o local. Eles chegam lá depois de descobrir que agricultores locais venderam safras para os irmãos insurgentes Bloodaxe (Cleopatra Coleman e Ray Fisher). Kora sai em busca de encontrar um time que tope a missão suicida de defender seu planeta e com isso começa a aventura.

Kora é acompanhada pelo fazendeiro Gunnar (Michiel Huisman), que provocou o incidente sem querer. Ajudados pelo piloto e assassino de aluguel Kai (Charlie Hunnam), o lendário General Titus (Djimon Hounsou), a espadachim Nêmesis (Doona Bae), o ex-escravizado Tarak (Staz Nair) e Milius (E. Duffy) eles lutam por suas vidas e dos inocentes.

Rebel Moon chegou à Netflix essa semana. Sim, é uma junção de fórmulas exaustivamente usadas à torto e à direita, terá continuação em maio de 2024 e não responde à nenhuma de suas fontes de igual. Pode ainda funcionar? Sim, mas as expectativas tem que estar firmes no chão, nada de elevar às estrelas. Assim vou contra a maré: é bom, só não é brilhante. Quem quer filosofar com aventuras inter galáticas?


Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário