Uma conclusão sangrenta e implacável em Slow Horses

A série Slow Horses não nos demanda grandes envolvimentos emocionais ou nos apresenta tramas desafiadoras, mas compensa tudo isso com um elenco afinado e conteúdo inteligente e divertido. O que inclui nos surpreender com algumas casualidades de disputas violentas. A cada temporada, temos baixas de personagens que conhecemos pouco ou mais, mas que são vítimas do fogo cruzado literal e político do MI5. O embate principal da terceira temporada colocou duas rainhas disputando a coroa – Ingrid Tearney (Sophie Okonedo) e Diana Taverner (Kristin Scott Thomas) – forçando a Jackson Lamb (Gary Oldman) se alinhar à sua detestável Lady Di para salvar sua equipe. Pois é, quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo!

A implacável, fria e perigosa Tearney condenou à morte todos os agentes que acidentalmente ou propositalmente pudessem revelar segredos dos MI5 que a colocariam em uma situação delicada. Não deixa de ser surpreendente perceber que essa é uma linha que Lady Di aparentemente não considera cruzar, mas pode ter sido circunstancial. Infelizmente, alguns inocentes são sacrificados no caminho e de novo os pangarés da Slough House se revelam úteis, inteligentes e ágeis, revertendo um cenário impossível em sobrevivência e vitória.

Sean Donovan (Sope Dirisu), que perdeu a namorada conseguiu convencer Catherine Standish (Saskia Reeves), Louisa (Rosalind Eleazar) e River (Jack Lowden) que só procurava provar que o MI5 matou alguém que ele amava por vazar informações confidenciais. Lamb, como Standish pescou, deixou claro que tem uma conexão sentimental com ela (nada romântica) e que se esconde atrás da máscara de cinismo. E finalmente ele praticamente confessa seu envolvimento na morte do traidor ex-diretor-geral do MI5, Charles Partner (James Faulkner). Para quem esqueceu, Standish não sabe o segredo de Lamb (revelado na primeira temporada): ele matou Partner por ordem de David Cartwright e fez com que parecesse suicídio. Aliás, voltar a ver Lamb em ação é assustador porque ele ainda é rápido, letal e prático.

A virada principal do episódio, que encaminha para a próxima temporada, envolve o dilema pessoal de River com seu avô e mentor, David (Jonathan Pryce). Com cada dia mais avançado estágio de demência, David é mais para o perfil de Tearney do que Diana, para decepção do neto. Ao ler os documentos que destruiriam a reputação dos serviços de segurança do MI5, ele escolhe queimar os papéis, alegando ser a coisa certa para proteger River. A calma do agente ao confirmar o perfil cruel de seu avô não é surpresa, idealista, ele tem uma cópia do arquivo em seu carro e a usa para derrubar Tearney. A decepção, no entanto, é clara.

Em uma entrevista, o ator Jack Lowden explicou que River não esperava que o avô fosse a pessoa a decidir acobertar o crime, mas tinha uma cópia por precaução e experiência. Essa descoberta de quem David Cartwright era como agente, não tão ‘idealista’ como Jackson Lamb, vai trazer mudanças para o personagem na próxima etapa da série. Isso quer dizer, inclusive, “admirar” o chefe irritante e nojento da Slough House, percebendo a razão pela qual Lamb quer distância do topo do MI5. Mas, como ele também ressalta, o problema de River é que ele ainda se vê melhor do que o resto.

A temporada 4 traz Hugo Weaving no elenco (pelo trailer será o antagonistaFrank Harkness – que tem uma ligação com os Cartwrights) e lidando com as consequências imediatas do vazamento do documento Footprint por River, que provoca um incidente internacional.

Embora as gravações já estejam concluídas e o teaser mostre muito drama (quem vai morrer?), não temos a data de lançamento ainda. A torcida é que seja em algum momento do primeiro semestre!


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