Há um problema muito sério em O Jogo do Disfarce (Role Play): Kaley Cuoco. Depois da deliciosa série The Flight Attendant, parece que a atriz gostou de ser uma agente da cia com missões internacionais porque o filme parece uma sequel da série. Por outro lado, como falei, The Flight Attendant era ótima, portanto, o filme da Amazon Prime Video é uma ótima opção de distração no início do ano.
O título original – Role Play – quer dizer ‘fingir ser alguém’, que é uma brincadeira que muitos casais (pelo menos na ficção) gosta de fazer para reascender a vida sexual, onde eles fingem ser outras pessoas na procura por sexo. No caso aqui, há o uso literal do termo assim como é uma dica de que Emma, a personagem de Kaley Cuoco, faz com o marido, David (David Oyelowo), sem que ele desconfie.

Emma tem uma vida de sonho, viajando à trabalho pelos Estados Unidos, mas sempre voltando para David e seus dois filhos, que vivem em uma casa tranquila em Nova Jersey. Porém, é tudo fachada. Na verdade Emma é uma assassina de aluguel, uma das mais letais no mercado. O problema começa quando, para apimentar a relação, aceita ir com David até um hotel em Manhattan, onde, no bar, vão fingir serem outras pessoas (role play). Só que uma vez lá, Emma é identificada por um homem misterioso (Bill Nighy) que sabe sobre a vida dupla dela e que aceita o prêmio pela cabeça dela. Ou seja, ao tentar matar Emma, força que ela o mate e assim David repentinamente é arrastado para um mundo de espiões, assassinos e mentiras, com Emma no centro de tudo. É que, para salvá-lo e escapar viva, ela precisa fugir tanto das autoridades como de outros criminosos, mas David está disposto a fazer de tudo para salvar a esposa.
Ou seja, com o carisma de suas estrelas, o filme segura. Kaley é mais do mesmo, mas David Oyelowo, que já foi indicado ao Oscar pelo filme Selma, raramente faz comédia e é muito divertido vê-lo em um papel mais leve. Igualmente, como na série, a fuga de Emma é a perfeita desculpa para viajar pelo mundo, o que acontece, naturalmente.

Eu adoraria elogiar mais o filme, que é uma Sessão da Tarde. A questão é que Kaley, uma comediante de mão cheia, está se reinventando como uma atriz de aventura, mas não sei se convence ou sustenta tanto. No caso aqui, não fere. Na busca de distração, mais uma dica!
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