Há uma generalização de que o universo Marvel ‘já deu’, ou, em geral, os Super-Heróis. Infelizmente, a fase mais pesada, com personagens lidando com trauma, veio com uma geração mais jovem e diversificada que alguns sugerem ter tirado o ritmo e interesse pelo conteúdo. Ou, o ‘excesso’ de séries e obrigação de ver tudo para acompanhar. Seja como for, Eco é um dos melhores conteúdos da Disney Plus, e passou quase desapercebido. Quase.
Conhecemos Maya Lopez (Alaqua Cox) ainda na série do Gavião Arqueiro em uma passagem marcante, Eco é a imediata continuação, porém veio dois anos depois, quase ninguém que assistiu Hawkeye ou mesmo Demolidor vai realmente ficar perdido. Como não é o meu caso, eu vi tudo e amei.
Maya Lopez é uma garota Choctaw surda, órfã de mãe e pai (morto por Hawkeye) , cujo chefão do crime – Kingpin (Vincent D’Onofrio) – a tem como filha. Por conta de seu talento, ela é uma executora mortal do submundo, usando o codinome de Eco, mas ao descobrir que Kingpin a traiu (ele mandou matar o pai dela), Maya volta para Oklahoma e a família que ela não vê há anos para resolver todas as pendências.

Em cinco episódio Echo, que é nativa americana que foi criada longe de seus parentes, que não aceitavam a vida de crimes de seu pai. O problema é que enquanto busca respostas, indiretamente elas conduz seus ex-parceiros a rastrea-la em Oklahoma, colocando sua família em risco e isso transforma Eco em algo diferente, mais dramático e menos ação.
Na sua cultura, o matriarcado é uma realidade, porém Maya tem problemas com a sua avó (Tantoo Cardinal), enquanto reencontra apoio sua prima-irmã Bonnie (Devery Jacobs). Essas relações mais profundas são comoventes, mesmo que rápidas. Elas a ensinam a canalizar a energia mística do Choctaw através de suas mãos, o mas ela não tem a habilidade de imitar perfeitamente os movimentos dos oponentes que originalmente deram ao personagem o nome de super-herói Echo; o título do programa é racionalizado por uma referência tardia e fraca de como ela “ecoa” seus ancestrais.
O fato da narrativa incorporar as barreiras físicas da atriz em Eco (ela cresceu na reserva da Tribo Menominee, é surda e tem uma prótese de perna) destacando sua força interior é um dos pontos positivos da narrativa porque, de outra forma, uma antagonista menor não precisaria de cinco episódios apenas para ela. Há um arco de recuperação e contextualização que fazem dessa série em particular um dos destaques da Marvel. É sensível sem explorar heroísmo. Sei que muitos reclamaram, mas achei emocionante vê-la com maior profundidade, nem todos tiveram a mesma oportunidade.
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