Os 120 anos de Cary Grant

Em janeiro de 2024, um adas maiores lendas do cinema de todos os tempos, Archibald Leach, completaria 120 anos. Certamente você o conhece mais pelo nome artístico de Cary Grant. Nascido em Bristol, na Inglaterra, mas reinventado nos Estados Unidos, para onde emigrou jovem com um grupo de artistas, Cary Grant ainda hoje é insuperável em sua popularidade com homens e mulheres como um dos astros mais queridos da cultura ocidental.

Classe, humor e boas atuações eram sua marca registrada. Nunca ganhou um Oscar por um filme, mas garantiu que vários co-estrelas ganhassem porque despertava o melhor de todos quando estava atuando (recebeu uma homenagem honorária anos depois). Sua infância marcada por dore e pobreza só veio a ser conhecida depois que Cary já era estrela, e é o conteúdo explorado na minissérie sobre sua vida, lançada perto da data.

Cresceu com fama de encrenqueiro e o apelido de “Archie”, filho de um pai alcoólatra, uma mãe depressiva e sem dinheiro suficiente para sobreviver. Tinha apenas onze anos quando sua mãe foi internada em uma instituição mental por seu pai e, anos depois, ele foi expulso da escola devido a um comportamento errático. Aos 15 anos entrou para o mundo do vaudeville, que o levou de Londres para Nova York. Bonito, acrobata e equilibrista na corda bamba, saiu da Broadway para Hollywood, onde se sentiu finalmente em casa. Como Cary Grant, o ator rapidamente passou a ser o preferido de diretores, de atores e do público também.

Sem surpresa, a vida pessoal de Cary despertou muita curiosidade e fofoca. Para alguns escondia uma vida gay (e um romance com Randolph Scott), algo que ele odiava qualquer menção, assim como mulheres, afinal se casou nada menos do que 5 vezes além de ter tido romances com várias famosas. Só teve uma filha, Jenniffer, para quem dedicava totalmente amor e tempo e que é a produtora da série Archie.

Sua persona se manteve intacta por muitos anos pois não gostava de dar entrevistas e ainda assim sabemos de tantos segredos, inclusive o uso de LSD para fins terapêuticos quando já estava mais velho e queria combater a depressão hereditária. Como antecipou, após sua morte todos os esqueletos sairiam do armário, verdadeiros ou não. Ele faleceu em 1986, aos 82 anos, depois de uma hemorragia cerebral fulminante ao sair do teatro onde ensaiava o espetáculo Uma conversa com Cary.  “Os mortos não podem se defender”, escreveu uma vez. “Mesmo que os mais íntimos os defendam das invencionices, o estrago permanece. Sempre disse à minha mulher e à minha filha para esperarem o pior sobre mim”.

Fica aqui a homenagem a um verdadeiro astro, ímpar em toda história do Cinema.


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