Madonna em Copacabana: Rainha desafia sucessoras

O reinado de Madonna está para se confirmar com um show gratuito na praia de Copacabana, em Maio. É de longe a decisão mais ousada da diva, ainda mais do que o show no Superbowl, realizado há alguns anos. O público estimado para essa apresentação é de milhões de pessoas. Isso, Madonna está se jogando para bater recorde. Será que vai funcionar?

Copacabana em números: há 30 anos o recorde mundial

O recorde mundial de público de um show gratuito é justamente na praia da zona sul carioca, mas se engana facilmente quando pensam em Rolling Stones. Quem teve o maior público até hoje foi Rod Stewart, que em 1994, reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas para vê-lo em Copacabana.

Em 2006, a banda The Rolling Stones fizeram o que consta como a maior na carreira da banda e onde tocaram para cerca de 1,5 milhão de pessoas na mesma praia de Copacabana. Foi também um dos maiores públicos já registrados em um show no mundo inteiro, e deve ser a mesma estimativa de pessoas para Madonna em 2024.

Madonna no palco

A Celebration Tour de Madonna é para comemorar seus 40 anos de carreira. É sua 12ª turnê e sua quarta efetivamente mundial, ou seja, que inclua a América do Sul também. Ela começou em outubro de 2023 em Londres e estava prevista para acabar no México, em abril. Com a confirmação do show em Maio no Rio de Janeiro é no Brasil que ela encerra a mais significativa de suas temporadas no palco.

Madonna se apresentou no Brasil pela primeira vez em 1993, lotando o Maracanã com a turnê do álbum Erotica, The Girlie Show. Em 2008 fez duas apresentações no Rio com a turnê Stick and Sweet. Sua última passagem pelo Brasil foi em 2012, com uma apresentação em São Paulo.

O desafio do perfeccionismo pode atrapalhar o show

Enfrentando o etarismo e a concorrência de artistas como Beyoncé e Taylor Swift, cujas temporadas movimentaram milhões de fãs em 2023, com o show em Copacabana, Madonna vem para se manter no topo (quebrando recordes) e certamente registrando o desafio em filmes, documentários… todos os formatos que já usava quando suas sucessoras mal eram nascidas.

Há, no entanto, um desafio. Os shows de Madonna não são feitos para uma estrutura como a de Copacabana. São detalhados, com passos e gestos coreografados, sem espaço para improvisações. Ela terá que adaptar – e muito – o show que trabalhou por mais de um ano, para que funcione para multidões. O repertório de sucessos ajuda, só vai demandar que se adapte. Na verdade, o ideal para ela seria repetir o que fez no Live Aid, em 1985. Será que ela topa? Duvido.

Ainda assim, embora a Rainha não tenha oficializado em suas redes oficiais, a paixão dos fãs brasileiros está à prova bombando a notícia dos jornais. Faz sentido pois há poucas semanas, Madonna postou um agradecimento ao Brasil numa campanha do Itaú.

Seja como for, com trocadilhos, é para celebrar. Madonna merece encerrar a Celebration Tour em grande estilo e cercada por muito amor. E no Brasil, mais ainda no Rio, ela receberá. Longa vida para Rainha!


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