Em junho de 2024 completam 40 anos do lançamento de um dos melhores albuns de todos os tempos: Born in The U.S.A., o sétimo álbum de Bruce Springsteen reúne alguns de seus maiores sucessos até hoje (nada menos do que 7) e o sucesso comercial da carreira do músico.

Gravado com a E Street Band e os produtores Chuck Plotkin e Jon Landau, com quem já tinha feito o icônico Nebraska, em 1982, o som de Born in the U.S.A. é mais pop, embora repleto do típico tema das canções dele, que eternizam as lutas da classe trabalhadora, assim como usam temas como desilusão, patriotismo e relacionamentos pessoais. Mas o que antecedeu o lançamento do clássico não foi exatamente fácil, embora Bruce já fosse uma estrela mundial mais do que estabelecida.
Bruce Springsteen estava apreensivo quanto ao album. Chegando aos 30 anos, com mais de uma década de estrada, ele estava sob pressão para criar uma outra obra-prima depois que o solo acústico Nebraska o colocou no patamar de “Deus”. Introspectivo e cheio de questionamentos pessoais sobre sua vida, ele queria refletir algo mais profundo em suas canções. Ele já tinha tirado “férias”, viajando pelo país em vez de fazer uma turnê e foi quando voltou a perceber o contraste social crescendo na sociedade cada vez mais capitalista e uma MTV fazendo vídeos ganharem mais importância do que a música. Nebraska era a antítese de tudo isso, mas embora Born in the U.S.A. soe dançante e pop, também está bem longe de ser pra cima.
Sintetizadores, bateria alta e vocais centrais ditaram o som dos anos 1980s e estão no álbum, mas a maioria das músicas foi gravada ao vivo pela banda em apenas alguns takes, com o cantor gritando fora do microfone, algo que mantinha sua originalidade intacta. Os executivos não perceberam e não se importaram com a mensagem que Bruce queria passar: as canções eram “vendáveis” e isso que interessava. Nem todos gostaram da opção mais pop do som de Springsteen, como o guitarrista da E Street Band, Steven Van Zandt que acabou temporariamente se afastando do grupo.
A capa do LP, hoje “icônica”, foi uma sugestão da fotógrafa Annie Leibovitz mostra o traseiro de Springsteen contra o pano de fundo de uma bandeira americana. Muitos acharam ele estivesse urinando mas ele nega que seja o caso. Born in the U.S.A. ainda é um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, superando os 30 milhões de cópias e fez de Bruce Springsteen uma lenda. E quatro décadas depois, o álbum segue incrível. Vale se escutado, do início ao fim.
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