10 curiosidades de Tudo por Uma Esmeralda

Quando a Fox lançou Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone), em 1984, jamais sonharia estar criando um clássico que seria tão imitado por décadas seguintes. Enorme sucesso de bilheteria (embora nem tanto de crítica), juntou uma série de situações non sense e estabeleceu um trio imbatível (Kathleeen Turner, Michael Douglas e Danny DeVitto) e uma fórmula que rendeu cópias e mais cópias. Vamos à 10 curiosidades sobre a produção:

1- Deslizamento realmente feriu Kathleen Turner

Uma das cenas mais famosas é quando Joan Wilder (Kathleen Turner) é “derrubada” por um deslizamento de lama na floresta, arrastada por muitos metros até cair em uma poça. A força da água na cena foi tão real que a atriz realmente se cortou e precisou levar vários pontos. Valeu o realismo!

2- O rolex que salvou a mão do treinador do jacaré

Vou para de falar de momentos clássicos, pois são vários. A “pedra” do título em inglês é a jóia que Jack T. Colton (Douglas) tenta ajudar Joan a localizar para salvar sua irmã. Na cena na qual ele agarra o rabo do jacaré que havia comido a esmeralda, o réptil deu-lhe duas pancadas poderosas no rosto. Mas isso não foi nada em comparação ao outro risco real que Michael Douglas quase protagonizou.

A mandíbula do animal foi fechada por treinadores, mas mergulhou na baía e a equipe tinha que localizá-lo, o que ficou pior porque era noite. Ao ouvir gritos, chegaram ao jacaré, mas não perceberam que ele já tinha se soltado do fio. Os dois treinadores entraram na água sem desconfiar do risco real que corriam e sim, o jacaré mordeu a mão de um deles. Depois de muita luta, conseguiram resgatar o homem e levá-lo para o hospital, com a mão muito machucada.

‘Meu Rolex’, ele sussurrou para Douglas. Assim descobriram que o que salvou a perda total da mão foi porque o jacaré mordeu o relógio por engano. E sim, mergulhadores voltaram ao local e acharam o rolex salvador. O ator lembrou anos depois que esqueceram de confirmar se ainda estava funcionando.

3- Michael Douglas teve que brigar para estrelar o filme

Em 1984, Michael Douglas tinha um Oscar como produtor, mas ainda era visto como ator de televisão, sem apelo para o cinema. Com isso, mesmo sendo o produtor de Tudo por uma Esmeralda (Romacing the Stone), não foi considerado para ser a estrela do filme.

Clint Eastwood e Burt Reynolds foram convidados, mas recusaram o papel. Com isso, Douglas conseguiu finalmente o papel que tanto queria fazer e de fato, virou uma estrela de cinema após o lançamento, emendando uma série de sucessos e até ganhar o Oscar de Melhor Ator por Wall Street anos depois.

4- Kathleen Turner também não foi a 1ª opção

A escolhida para interpretar Joan Wilder foi Debra Winger que na época estava filmando Laços de Ternura (Terms of Endearment), pelo qual viria a ser indicada ao Oscar. As gravações ficaram à espera de sua resposta se iria mesmo poder viajar e diante do silêncio da atriz, buscaram outra.

Kathleen Turner não era a escolha óbvia para a escritora sem-graça e solteirona pois na época era o maior sex symbol de Hollywood, tendo estrelado o grande sucesso de Corpos Ardentes (Body Heat) apenas três anos antes. Porque já tinha aparecido ao lado de Steve Martin em O Homem com Dois Cérebros, sabiam que poderia ser engraçada, mas insegura e recatada? Era um desafio. Sabemos o quanto ela provou ser capaz.

5- Robert Zemeckis perdeu Cocoon por causa de Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone)

Foi Michael Douglas que escolheu Robert Zemeckis para dirigir o filme, mas os executivos da Fox não gostaram do que viram no primeiro corte. E por conta da desconfiança, o demitiram de seu próximo projeto, que teria sido Cocoon, que passaram para Ron Howard.

Pior para o estúdio, que, ao ver a versão final, voltou atrás mas encontrou agora a rejeição do diretor. O filme seguinte de Zemeckis foi nada menos do que De Volta para O Futuro.

6- Uma improvisação gerou uma citação famosa

A frase “Sou um romântico incurável”, que desde então ficou uma das mais famosas do filme (e do cinema), foi uma improvisação de Michael Douglas. Ficou perfeito.

7- Uma canção que virou clássico dos anos 1980s

Na trilha sonora de Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone) fechou os créditos com uma canção nova de Billy Ocean: When the Going Gets Tough, the Tough Get Going, que virou um dos hinos dos anos 1980s.

O fato que o trio participou do viodeclipe também ajudou o sucesso da canção.

8- Em vez de Colômbia, a floresta no México

Joan Wilder vira alvo involuntário de traficantes colombianos e viaja para o país para salvar sua irmã, que foi sequestrada. Não haveria como fazer uma floresta crível no estúdio, tinha que ser in loco. Porém os anos 1980s na Colômbia foram marcados por extrema violência e insegurança, portanto não haveria como filmar no país. Com isso, as gravações principais foram feitas no México, recriando os cenários da selva colombiana para manter a autenticidade.

9- A tragédia abateu a equipe com a morte inesperada da roteirista

Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone) foi o primeiro – e último – roteiro de Diane Thomas. A ex-garçonete trabalhou na história que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original, mas, tragicamente, ela morreu em um acidente de carro poucas semanas antes da cerimônia. A tristeza é presente até hoje para todos que trabalharam no filme pois ela nunca viu que seu trabalho viria a ser um clássico tão duradouro.

10- A continuação não deu certo

O que Hollywood faz quando tem um mega sucesso nas mãos? Inventa formas de ganhar ainda mais com ele. Como o filme fez mais de 80 milhões de dólares nas bilheterias (custou cerca de 10), correram para ter a continuação, com A Jóia do Nilo. Tudo que deu certo deu errado no filme, com uma Kathleen Turner revoltada e processando os estúdio por ser forçada contratualmente a participar da produção, mesmo quando avisou que o roteiro estava fraco.

A amizade com Douglas e DeVitto, no entanto, permaneceu intacta. Fizeram ainda Guerra dos Rosas e recentemente, ela fez uma ponta na série O Método Kominsky, como ex-mulher do ator. A química do trio nunca se perdeu.


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