O clássico do Romcom: Tudo por Uma Esmeralda

Como já celebrei em Miscelana, em 2024 completam nada menos do que 35 anos do lançamento de Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone), até hoje um dos grandes clássicos do que chamamos de RomCom. A divertida aventura produzida e estrelada por Michael Douglas, ao lado de Kathleen Turner e Danny DeVito, é uma das melhores já feitas e tem bastidores confusos e dramáticos como a história que desenrola nas telas.

Lançada em 30 de março de 1984, foi a a oitava maior bilheteria do ano e vencedor de dois Globo de Ouro: Melhor comédia e Melhor Atriz Comédia, e, de quebram foi indicado ao Oscar como Melhor Roteiro. Incrível, né?

O mega sucesso de Os Caçadores da Arca Perdida abriu as portas para Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone), o que foi ótimo para Michael Douglas, já um produtor de sucesso e “ator de televisão”, querendo fazer a transição para o cinema e seguir os passos do pai lendário, Kirk Douglas. Isso porque o roteiro de Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone) chegou às suas mãos e, embora fosse de uma roteirista iniciante, ele pescou todos os elementos de sucesso.

Outra que celebrou a oportunidade foi Kathleen Turner, que estava presa à papéis sexy e queria comprovar, como fez, que tinha talento para comédia também. Danny DeVito também passou a ser lead para filmes de comédia. Todos ganharam, incluindo o diretor Robert Zemeckis que emendou vários sucessos e 10 anos depois fazia história nas bilheterias e ganharia o Oscar por Forrest Gump.

De todos, porém, foi a vida da falecida roteirista Diane Thomas que foi a mais marcante. Ela saiu de trabalhar como garçonete para uma das mais demandadas profissionais em Hollywood, incluindo diretores como George Lucas a contratando para novos trabalhos que nunca chegaram a acontecer diante do trágico acidente que acabou com sua vida.

Diane criou personagens memoráveis com uma premissa simples. A tímida e isolada escritora Jane Joan Wilder (Turner) compensa o vazio de sua vida escrevendo romances quentes com uma heroína corajosa e um belo aventureiro, sempre em cenários exóticos. Um dia, ela recebe um telefonema frenético de sua irmã, que foi sequestrada por contrabandistas de antiguidades e sem pensar duas vezes, Joan vai tentar resgatá-la, na Colômbia. Joan tem um mapa para “El Corazon”, espanhol para “O Coração”, que é uma joia inestimável escondida em algum lugar nas selvas indomadas da Colômbia. Obviamente Joan está correndo risco e acidentalmente conhece e se envolve com um contrabandista de pássaros, Jack Colton (Douglas) que a ajuda navegar por uma série de situações de perigo, parecidas com as de seus livros.

Por conta do inesperado sucesso, o estúdio forçou que a equipe voltasse para uma sequência já no ano seguinte, que foi o fraco A Jóia do Nilo. Ninguém estava satisfeito e as ajudas que Diane estava dando (a essa altura ela estava ocupada com outros projetos), foram interrompidas com o fatítico acidente que tirou sua vida. E tudo, por conta do sucesso de Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone).

Quando o filme explodiu nas bilheterias, Michael Douglas lembrou que um dia, Diane Thomas tinha confessado que sonhava ter um Porsche e ele deu um de presente, como bonus do sucesso da produção. Até hoje, diz que se arrepende. Dois meses depois, Diane morreu no carro quando seu namorado, que dirigia, bateu em um poste depois de derrapar na chuva voltando de Malibu. Diane tinha apenas 29 anos.

A morte de Diane Thomas sempre será uma sombra que tira a leveza da obra que deixou em Hollywood. Depois de A Jóia do Nilo, o trio principal, Douglas, DeVito e Turner fez ainda Guerra das Rosas emais recentemente, estiveram juntos de novo em O Método Kominsky.

E se Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone) virou clássico assim que chegou aos cinemas, os estúdios custaram a acreditar no investimento qeue fizeram. As primeiras cópias foram avaliadas como fracas e demandaram regravações, mas desde 1984 tem sido virtualmente copiado ou citado em várias obras de romcom. E nada representa melhor do que uma das frases mais famosas do filme, um improviso de Michael Douglas, que ele fecha o longa afirmando: “Sou um romântico incurável”.

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