Planeta dos Macacos: O Reinado abre o caminho para uma nova fase da franquia

Quando a história do Planeta dos Macacos chegou aos cinemas, em 1968, o pânico da humanidade era uma Guerra Mundial Atômica, que eliminaria a vida na Terra. Portanto imaginar que astronautas enviados para colonizar outro planeta irem para um lugar onde os homens são tratados como animais, escravizados e dominados por macacos reproduzindo a nossa realidade, era um pesadelo do qual Charlton Heston tenta desesperadamente escapar, apenas para descobrir naquele final icônico que ele está na Terra, apenas viajou no tempo.

O longa teve continuação, virou série de TV, mas foi perdendo relevância até cair no esquecimento. Nem a refilmagem de Tim Burton, em 2001, resgatou seu prestígio. O que mudou foi o avanço da tecnologia, usado com brilhantismo em Planeta dos Macacos: A Origem, onde foi reinventada toda a história e, agora com a tecnologia perfeita para dar realismo à história, tivemos um Andy Serkis inspirado nos dando um grande Caesar.

Ele foi o chimpanzé que teve inteligência aumentada em um laboratório, foi criado por um humano e se transformou em um líder da revolução dos macacos, um personagem complexo cujo arco chegou ao fim no filme O Planeta dos Macacos: A Guerra. O novo longa, Planeta dos Macacos: O Reinado, começa quase 300 anos depois do filme de 2017, quando a maior parte da humanidade foi exterminada pela gripe símia original, e os que sobreviveram são primitivos, não mais a espécie dominante do planeta.

Agora o tirano Proximus Caesar (Kevin Durand), lidera um reinado opressor tanto para macacos como humanos, algo que o jovem Noa (Owen Teague) questiona e enfrenta para salvar seu clã. Sua escolha vai definir o futuro de todos na Terra.

Noa conhece e acaba involuntariamente se conectando com a humana Nova (Freya Allan), que é mais inteligente que o resto e por isso mesmo o alvo da ira de Proximus. O novo imperador é obcecado por aprender a tecnologia, história e comunicações desenvolvida por humanos, apenas para destruí-los e dominá-los de vez. Nova é a chave de tudo.
Por melhor que sejam as atuações de todos, a falta de Andy Serkis é sentida. A aventura está amarrada, há muitos easter eggs para os fãs da franquia, incluindo uma sequência inteira de perseguição saída diretamente do filme de 1968. A necessidade de humanos e macacos encontrarem um convívio pacífico não os une como esperamos, e, como já tradicional em Planeta dos Macacos, a última cena é reveladora.


Planeta dos Macacos: O Reinado não desaponta e abre uma porta para uma continuação de peso. Eu pelo menos, quero saber como continua!


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