Um olhar sobre o Brat Pack em tempos atuais

Nos anos 1980s havia estrelas em ascensão “independente” como Tom Cruise, mas a sua força é medida justamente por uma exclusão. Tom nunca fez parte do que todos da geração X conheciam como “Brat Pack”, o grupo dos pirralhos, que definiam os atores jovens que estrelavam a fábrica de comédias, dramas e romances que marcaram Hollywood naquela década. A maior parte dos líderes desse grupo está em ostracismo hoje, mas por exemplo, Robert Downey Jr. flertou sua passagem por ele. Mas tudo isso que tento resumir será o foco do documentário Brats, dirigido por um dos membros do grupo, o ator Andrew Macarthy.

A estreia do filme – nos Estados Unidos – foi no dia 13 de maio, mas ainda não tem previsão de quando chega na StarPlus, a comunicação oficial é de que o lançamento é previsto para Disney+ em territórios selecionados ainda neste verão, após a estreia mundial no Tribeca Festival de 2024. Np documentário, McCarthy, hoje com 61 anos, viaja pelos Estados Unidos para se reunir com alguns de seus ex-colegas, incluindo os mais famosos na época: Rob Lowe e Demi Moore.

Entender o que era o ‘brat pack’ seria algo como esperar por ano uns três a quatro filmes estrelados por Jenniffer Lawrence, Emma Stone, Ryan Gosling e Bradley Cooper, com poucas variações dos temas e alguns novos rostos no elenco, mas, de alguma forma, mantendo pelo menos dois do grupo na produção. Inimaginável, né? Realidade há mais de 40 anos.

O grupo surgiu ‘naturalmente’, quando os estúdios aproveitavam da juventude deles e da química nas telas para incluí-los no maior número de filmes possíveis. Os atores imediatamente detestaram o rótulo, que soava crítico e carinhoso ao mesmo tempo. Ele fazia um certo sentido, mas, de fato, se revelou uma maldição. Quando envelheceram, ter sido parte do Brat Pack acabou pesando negativamente e apenas Demi Moore conseguiu sair dele quando foi a estrela mais bem paga de Hollywood, apenas para hoje ser lembrada como a musa de um grupo atualmente idoso. Duro!

Com Brats, Andrew analisa os filmes icônicos da década de 1980 que moldaram uma geração, hoje clássicos como o mais simbólico dos Brat Pack: O Primeiro Ano dos Restos das Nossas Vidas (Saint Elmo’s Fire), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club) ou Sobre a Noite Passada e A Garota de Rosa Schocking. Para isso, ele conversa com afetos e desafetos, estudando a narrativa que ganhou fôlego na época. Ele conversa com Rob Lowe, Demi Moore, Ally Sheedy, Emilio Estevez, Jon Cryer, Lea Thompson e Timothy Hutton, muitos dos quais Andrew não via há mais de 30 anos .

Uma das conversas mais interessantes é com o escritor David Blum, que foi quem cunhou o termo Brat Pack em uma reportagem de capa da New York Magazine, em 1985. A origem estava no Rat Pack que era a patota de amigos liderada nos anos 1950s por Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Junior (é só imaginar que a edição recente do grupo está em toda franquia Ocean’s Eleven, com George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon).

A viagem – literalmente – nos atualiza de como essas estrelas estão hoje, traz a perspectiva da importância que tiveram na cultura pop e na história de Hollywood. Segundo o ator, diretor e escritor disse, Brats “foi aquela rara oportunidade de mergulhar de volta no passado congelado e trazê-lo à tona no presente vivo”.

Obviamente, estou louca para ver! É sempre bom saber mais sobre Hollywood!


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