A doçura de Sugar em conclusão amarga

Sugar é a típica série de ame ou odeie, podendo curtir alguns aspectos, mas inevitavelmente terminando a 1ª temporada com um amargo questionamento de: pra que e o que quiseram nos contar?

O sci-noir ultra estilizado traz Colin Farrell em um papel bizarro: John Sugar, um alienígena que vive na Terra há anos e cuja atividade profissional de detetive particular tem a especialidade de encontrar pessoas desaparecidas. Ele nunca falha, tem um estranho domínio sobre animais, e uma doçura com estranhos que nos faz desconfiar dele mais do que acreditar na sinceridade de sua empatia.

Pois bem, a revelação da natureza de Sugar veio da metade para o final da temporada, mas embora esse ET apaixonado por cinema noir, circulando em Los Angeles em uma corvette azul, seja nosso herói, nada mudou para as perguntas que acumularam e ficaram longe de ter resposta.

Antes de vir para Terra a irmã do detetive desapareceu, um trauma que ele cita toda hora, mas se não mencionasse não faria diferença. A missão no planeta do grupo do qual Sugar faz parte é de “observar e reportar”, mas não sabemos para onde ou a razão do monitoramento humano. Há casualidades no caminho, alguns infelizes, alguns criminosos, mas efetivamente não ligamos A com B, só fica claro que Henry, o único amigo no qual Sugar confiava, foi o responsável pelos crimes que estávamos acompanhando na capital do cinema, incluindo o sequestro e tortura de Olivia.

Henry não quer voltar para onde seja de onde vieram e “foge” na hora de embarcar. Sugar fica para trás para ir atrás do amigo, mas apenas porque descobriu que foi Henry que deu sumiço na irmã dele. Isso me assusta mais: a Apple vai pagar por uma segunda temporada? Deus!

Só fico com pena porque é mais uma escolha errada de Colin Farrell, um ótimo ator que derrapou na segunda temporada de True Detective e que aqui – mais uma vez – é desperdiçado. Não recomendo conferir nenhum episódio e olha que tenho Raised By Wolves como referência positiva e essa é a série onde a heroína foi transformada em árvore, uma serpente voava e os andróides eram mais humanos que os humanos. Se nesse universo a gente entedia mais do que Sugar, entenda a razão do aviso. Amigo é!


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