O agente do caos. Daemon por Matt Smith

Desde que acabou Game of Thrones e passou a se falar de House of the Dragon (houve Bloodmoon no meio do caminho, mas foi cancelado), os fãs entenderam que tinham poder de voz e que a Max estaria levando à sério o que o público quer. Do momento em que o spin-off anunciou que ficaria na Guerra Civil dos Targaryens, a Dança dos Dragões, os apaixonados se dividiram. Uma parte queria Matt Smith como Daemon Targaryen, outra o rejeitou. Mas ao fim da estreia todos concordaram que Matt está voando no papel mais complexo da saga Targaryen, não haveria outro melhor.

Decifrar Daemon Targaryen rende muitas teses, mas é interessante ouvir diretamente de seu intérprete e o papo que teve com a Variety é uma rara oportunidade para entender como House of the Dragon retrata o príncipe.

Matt interpretou Daemon em um período da história que cobriu cerca de 16 anos, ele começa como herdeiro assumido, rompe e reata com o irmão – Viserys I (Paddy Considine), assassina sua primeira esposa, seduz sua sobrinha, Rhaenyra (Milly Alcock), se casa com Laena Velaryon (Nanna Blondell), tem duas filhas e fica viúvo, finalmente se casando com Rhaenyra (Emma D’Arcy), para ajudar a garantir a reivindicação dela ao Trono de Ferro. Os dois têm dois filhos homens e ela aborta a filha quando recebe a notícia da morte de Viserys e o golpe dos Verdes.

O temperamento de Daemon sempre foi fonte de conflito e ele é agressivo com a esposa quando percebe nela uma hesitação em adotar violência e aniquilar seus inimigos. Para piorar, os dois estão de luto pela perda da filha e no caso de Daemon, de seu enteado. Ele quer acertar contas com os Hightowers em igual violência. Isso quer dizer: guerra.

Matt Smith não perde a oportunidade de provocar os puristas e menos convictos de sua participação.Afinal, Daemon não está 100% alinhado com a (ainda) cautelosa Rhaenyra e é o principal general dos pretos. “Você nunca sabe realmente que caminho ele irá seguir”, ele declarou à Variety. “Sempre o vi como um agente do caos.”

Uma das passagens mais cruéis de Daemon, que odeia tanto Otto Hightower (Rhys Iphans) que não olha para os filhos de Alicent (Olivia Cooke) como seus sobrinhos. Ele já disse no trailer a temível frase “um filho por um filho” e claramente tomará a iniciativa sem a concordância da esposa.

Se o vimos antes como “ajudante de sua rainha”, agora ele vai levantar suspeitas de sua motivação verdadeira. “Definitivamente encontramos Daemon em um ponto de crise nesta situação e, em muitos aspectos, é uma versão diferente dele”, diz Smith. Como homem de batalhas e racional, ele se irrita com o luto paralizante de Rhaenyra.

“Em seu jeito perverso – e profundamente perverso – Daemon pensa que está fazendo a coisa certa”, diz Smith. “E às vezes ele só faz isso porque gosta da sensação de ser a ovelha negra.”

E se os fãs não curtirem o que vem por aí?

“É preciso lembrar que não estamos salvando vidas aqui”, diz ele. “É um empreendimento criativo que, se você tiver sorte, é um trabalho árduo, mas é algo emocionante de se fazer todos os dias. E é vívido. Deus, que coisa maravilhosa na vida ser pelo menos vívida. Por favor, Deus, é vívido.

E faltam apenas 2 semanas!


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