Na onda das histórias verdadeiras liderando séries e filmes, mais ainda, as biopics associadas à marcas de sucesso têm crescido ao longo dos anos, deixando ainda mais confusa a fronteira de branded content e conteúdo original. Certamente parece ser o caso do novo filme Viúva Clicquot, que estreia nos cinemas em 19 de julho de 2024. Isso mesmo, é o filme sobre a criadora do champagne mais popular do mundo, a Veuve Clicquot.
Estrelado por Haley Bennett e Tom Sturridge a produção vai resgatar a incrível história de Barbe-Nicole Ponsardin Clicquot, que criou a marca de sua família e a ajudou a se tornar o gigante que é hoje.

A empresária pioneira no início do século 19, nasceu em 1777 e se casou com François Clicquot (Sturridge), cujo trabalho, herdado de família, era o comércio de vinhos. Após a morte de François em 1805 (isso não é spoiler!), Barbe-Nicole – com apenas 27 anos – assumiu os negócios, algo incomum na época em que as mulheres tinham direitos e oportunidades muito limitados.
Super curioso pois naqueles anos turbulentos pré Revolução Francesa já tinham marcado a infância de Barbe-Nicole, próxima de seu pai, cuja sagacidade política poupou a família dos piores anos que marcaram a França. Uma raridade para uma família rica da burguesia.
Tanto sua família como a do futuro marido, eram ligadas à tecidos, e o casamento de François com Barbe-Nicole era bom para os negócios. O casal realmente se entendeu e se apaixonou, mas François estava mais interessado em fazer crescer o pequeno negócio de vinhos da família Clicquot mais do que cuidar da empresa têxtil e isso criou problemas em casa. Afinal, saídos da Revolução agora os franceses encaravam as Guerras Napoleónicas e vinho não parecia ser um empreendimento lucrativo. O casal discordou.
Em 1805, François e Barbe-Nicole estavam a ponto de concordar com o julgamento de Philippe Clicquot porque o negócio de champanhe estagnou. Foi quando François adoeceu repentinamente com febre e em apenas 12 dias estava morto. Há controvérsias sobre essa morte, alguns sugerindo uma iniciativa desesperada de François, mas pode ter sido febre tifóide. Todos ligados a ele ficaram arrasados e decididos a abrir mão da vinícola, todos menos Barbe-Nicole, que investiu ainda mais.

Astuta, Barbe-Nicole apostou no mercado russo que amava champagne. Para furar a guerra, ela contrabandeou a maioria do seu melhor vinho da França até Amsterdã, onde esperou a declaração de paz e chegou à Rússia antes que seus concorrentes. O czar Alexandre I anunciou que era o único tipo que ele beberia, um marketing natural que ajudou a fazer o produto querido.
Mesmo com alta demanda, Barbe-Nicole entregou produtos de qualidade. Em alguns anos, ela liderava um império global e, quando morreu, em 1866, a Veuve Clicquot exportava champanhe para todo o mundo. Uma ironia para uma mulher que nuca viajou para fora da França. Ela nunca se casou novamente (mas dizem que não ficou exatamente sozinha). A ver como o filme de Thomas Napper vai recontar essa história. Os críticos do Festival de Toronto gostaram!
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