The Acolyte: Os Aprendizes do Mal conquistam Star Wars

Se você é da 1ª geração convertida para Star Wars tem a mesma sensação de perder as referências e estar constantemente perdido nos vários filmes, séries e livros que vieram em seguida. Sem uma ordem cronológica certa, nem manter lógica na história, eu pessoalmente não cobro ou espero coerência de nada da franquia. O que não me impede de gostar mesmo assim.

De tudo que veio depois da primeira trilogia (os filmes 4, 5 e 6 na ordem to tempo de Star Wars), só amei mesmo Rogue One e Andor, com um carinho extra pelos Rebels, consequentemente por The Mandalorian e Ahsoka. O que podemos perceber é que estamos na fase mais densa da franquia, a la Marvel, com histórias cada vez mais complexas. The Acolyte, que é anterior a tudo, quase um marco zero, é uma boa série e encerrou sua temporada de oito episódios levando os fanáticos à loucura. Achei ok.

A proposta aqui é inverter os papéis e colocar o protagonismo com os Siths, deixando os Jedis quase incompetentes e até suspeitos. As clones/gêmeas Osha/Mae são alvo de interesse tanto do Lado positivo da Força (Jedis, em tese) como o obscuro (Siths), e a disputa entre as duas e pelas duas é o que conduz a trama. Elas têm um passado de dor, com a morte traumática de sua mãe e muitas dúvidas das circunstâncias de como tudo aconteceu.

Osha, a boazinha e talentosa, é toda amor com os Jedis, mas Mae, rancorosa e impulsiva, quer matá-los. O reencontro das duas coloca em cheque o que acreditam e obviamente trocam de lado. Entre elas está o doce Sol, que mesmo com boas intenções, foi quem criou o problema e que SPOILER vai acabar pagando com sua vida. Quando Osha descobre que ele matou a mãe dela imediatamente abraça o lado obscuro da força e vira a acólito (e namorada?) de Qimir.

Quem leu os livros, viu as séries e decorou os livros vibrou com as aparições de Darth Plaguies e até de Yoda, mas quando o texto ainda parafraseia diálogos inteiros de outros filmes, só flerta com o enfadonho. Mesmo que tentando trazer empatia para o lado obscuro (já tínhamos isso com a saga de Anakin/Darth Vader, igualmente arranhada), a palavra que resume é : confuso.

Para quem não lembra, o grande vilão de seis filmes – o Imperador Palpatine, que era o Darth Sidious – foi treinado por Plaguies e o mata quando se considera melhor que seu mestre. Portanto, se a série seguir, esbarraremos com o jovem Palpatine e nos despediremos dos protagonistas de The Acolyte. Não consigo vê-los fazendo falta. No fundo, estamos na prequela do nascimento de Anakin, assim como as gêmeas, um ser que nasceu da Força diretamente.

Mas fica a pergunta, depois de três trilogias, uma que mostra o jovem Anakin, outra que o mostra como monstro e uma terceira que ignora sua salvação com um neto idolatrando o período criminoso do avô, pra que vê-lo criança novamente? A resposta é não, não, não! Deixem os Skywalkers em paz! A única série que merece atenção e desenvolvimento é Andor, a prequela de Rogue One, que se concentra nas pessoas “comuns”. Os verdadeiros heróis da Saga.


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