O filme Maria, de Pablo Larraín, tem gerado muita curiosidade, afinal, ele encerra a trilogia de divas do século 20 – Jackie e Spencer vieram antes – e pode resgatar a carreira de atriz dramática de Angelina Jolie, a atriz eleita para trazer para as telas os últimos dias da estrela da ópera, Maria Callas.



Assim como fez nos dois filmes anteriores, a proposta de Larraín é investir nos dias de grande virada na vida de suas personagens para estudar suas decisões mais no final de suas vidas. Em Jackie, Natalie Portman mostra a ex-primeira dama nos dias logo após ao assassinato de John F. Kennedy , decidindo sobre o funeral do marido. Já em Spencer, Kristen Stewart nos levou ao último Natal da Princesa Diana com a Família Real, no auge de sua paranóia e sofrimento com o fracasso de seu casamento. Ambas atrizes foram indicadas ao Oscar.
Já em Maria, o diretor chileno coloca Angelina nos últimos dias de vida de Maria em Paris, revisitando alguns de seus anos finais, sofridos por conta do fim de seu relacionamento com Aristoteles Onassis que a deixou para se casar com Jackie, depois de anos dedicados diretamente à ele e praticamente deixando de lado sua carreira nos palcos. Não é forçado conectar o momento à atriz, cuja vida pessoal tem sido um tanto conturbada depois de seu divórcio de Brad Pitt, que praticamente a tirou das telas por conta da briga dos dois na justiça pela custódia dos filhos.
A sinopse diz: “1977: Maria Callas, que já foi a maior diva da ópera do mundo, vive uma vida isolada em Paris com sua equipe e seus dois poodles. Sua saúde está piorando cada vez mais. Foi quando ela foi convidada para sair em turnê mais uma vez. La Callas cantará novamente? E se sim, para quem?”
A imagem mais recente do filme, depois das oficiais de Angelina como Maria, traz um momento marcante da vida de Callas, quando em 1973, depois de 8 anos afastada dos palcos, fez uma turnê com o parceiro (e amante) Giuseppe Di Stefano e se apresentou em Londres. O concerto completo é fácil de ver no Youtube e é um momento um tanto triste pois embora La Callas esteja linda, sua voz claramente está perdida. Ela faleceria quatro anos depois.

Na época, Maria Callas tinha apenas 48 anos e deixou bem claro para todos que estava muito nervosa. Não era para menos, críticos e fãs estavam ansiosos para revê-la e as notícias unânimes falavam sobre a decepção no estado da voz da Diva.
No concerto, ela e Di Stefano cantaram seis grandes duetos operísticos e depois uma ária cada. A apresentação foi marcante também pois foi a primeira vez que Callas apareceu acompanhada apenas por um pianista, destacando sua vulnerabilidade depois de décadas ficando famosa por sua firmeza e força. Como disse seu empresário na época, “O público comparecerá apesar das críticas porque sabem que verão uma rainha no palco.” Podemos parafraseá-lo: sabemos que veremos DUAS rainhas nas telas. Aposto em algo arrebatador. Quero Angelina de volta!
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