Se tem uma personagem em The Gilded Age que só tem se dado mal é Oscar Van Rhijn (Blake Ritson). O herdeiro da fortuna de sua mãe, Agnes (Christine Baranski) é homossexual, mas não pode assumir seu verdadeiro amor pois é esperado dele, como filho único, que se case e que tenha filhos, portanto, como nos explicou na primeira temporada, precisa encontrar uma jovem inocente, que seja bem nascida, tenha fortuna (para ter o apoio de Agnes) e que, se possível, seja bonita e divertida. Afinal, o casamento será de fachada, mas não precisa ser sofrido.
A hipocrisia de Oscar poderia ser ofensiva nos dias de hoje, mas era uma realidade de sua época. Não que ele realmente engane ninguém, menos ainda as mulheres de sua família que fingem ignorar a verdade, e no final das contas o único que se engana e não percebe os fatos é justamente Oscar. Ele não chega a ser mocinho, mas tampouco é antagonista. Tenho compaixão por Oscar!

O grande amor de Oscar é seu melhor amigo, John Adams (Claybourne Elder), mas os dois acabaram se separando quando John, que não revela para ninguém a verdade, mas tampouco pretende levar uma vida de hipocrisia. Ele é contra os planos de Oscar, sem entender a grande pressão da sociedade sobre ele.
A eleita, inicialmente, foi Gladys (Taissa Farmiga), e Oscar usou de meios diretos, indiretos e até questionáveis para conseguir se aproximar dela. Ao mesmo tempo que torcia para algo melhor para ela (não como Bertha (Carrie Coon) considera “melhor”, apenas algo mais honesto), fiquei com pena de Oscar, sendo confrontado e criticado por apenas cumprir seu papel como os demais.
Na segunda temporada ele até parece estar conseguindo o que quer, afinal Gladys entende que para se livrar de sua mãe tem que se casar e como Oscar era perfeito no papel, aceitou até o pedido de casamento dele, mas George (Morgan Spector), o pai atento, vetou demandando que a filha pelo menos tente encontrar alguém que ame antes de se jogar num casamento arranjado. Mal sabem eles! E assim, o desavisado Oscar voltou à estaca zero, esbarrando com a perfeita Maud Beaton (Nicole Brydon Bloom) e se encantando, genuinamente, com ela.

Já falei de Maud aqui, ela é inspirada em uma mulher real, Cassie Chadwick, que arruinou vários banqueiros no final dos anos 1880s. Apesar de todos os sinais de que Maud era uma golpista, era preciso estar atento a todos os detalhes para ver que Oscar estava caindo em uma perigosa armadilha. No final das contas, ele levou sua mãe à ruína e nos despedimos dele no total e mais absoluto desespero. Nem a informação de que sua tia, Ada Brook-Forte (Cynthia Nixon) se viu herdeira de uma grande fortuna e pode salvar (por hora) os Van Rhijn. Não, eu inclusive passei a temer pela vida de Oscar, que já apanhou literalmente de estranhos na temporada e que agora não tem namorado, fortuna ou dignidade. E agora Oscar?
Como era de se imaginar, Maud Beaton vai voltar para The Gilded Age e a atriz Nicole Brydon Bloom foi vista gravando em Nova York. Claramente Oscar não ia ficar em casa sem tentar recuperar seu dinheiro, mas a volta de Maud abre diferentes oportunidades.
É improvável que Oscar recupere sua fortuna, mas pode se empenhar para que Maud, assim como a mulher na qual foi inspirada, acabe atrás das grades. Afinal, foi um banqueiro (como Oscar) que acabou com a maré de sorte da golpista Cassie Chadwick, entrando com uma ação judicial contra ela. Outra vítima de Cassie teria dito a ela, “Você me arruinou”, mas ainda não tenho tanta certeza de que você é uma fraude”, uma frase que é a cara da dupla em The Gilded Age.

Na série, Maud parece se compadecer (por poucos segundos) de sua vítima, mas ainda assim deu o golpe em Oscar. É um tanto estranho como ela circulava entre pessoas que ele confiava com tanta segurança, mas ninguém fez o levantamento correto.
A outra possibilidade é que Maud “seduza” Oscar para que ele faça parte de seu esquema. Como ele está pobre, não teria tanto a perder e vamos combinar que, visto como se relacionou com Enid Winter (Kelley Curran) para conseguir informações sobre os Russells, por que não se alinhar com Maud?
Honestamente espero que seja a primeira opção. Quero ver Oscar apaixonado, fazendo as coisa certa e sendo simplesmente feliz. E vocês?

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