Quando Bridget Jones explodiu no mundo em 1996, com seu diário bem humorado, era apenas um passo para que ela chegasse ao cinema. Ela virou tanto uma franquia literária como cinematográfica. E depois de uma ausência de quase 10 anos, a reencontraremos com o filme (ainda em produção): Bridget Jones – Louca Pelo Garoto.
Sim, Renee Zellwegger volta como a inglesa doidinha (e agora mãe) na adaptação do livro que ainda não tinha sido gravado. Na verdade, veremos na ordem certa, diferentemente do que aconteceu na literatura (Louca Pelo Garoto foi lançado em 2013, e anos antes de O Bebê de Bridget Jones) e assim fará mais sentido. Atenção para quem não o leu, spoilers vindo aí.

Qual o segredo do sucesso de Bridget Jones?
Criada por Helen Fielding numa brincadeira com o clássico Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, o livro foi uma febre no final dos anos 1990s, com uma heroína, Bridget Jones, tão atrapalhada e fora dos padrões de beleza que logo foi adotada por todas as mulheres ao redor do globo. Considerada uma das primeiras heroínas verdadeiramente modernas, que nos convida a rir de suas confusões, conseguiu vender mais de 15 milhões de cópias em 40 países.
Lendo seu diário, vemos como Bridget é mais real e identificável, enfrentando problemas comuns, como inseguranças sobre o peso, dilemas amorosos e desafios profissionais. Escrito com muito humor e honestidade, vemos como ela não se leva muito a sério e suas reflexões são muitas vezes hilárias, o que torna a leitura leve e divertida. Além disso, apesar de suas falhas e inseguranças, busca constantemente melhorar a si mesma e encontrar a felicidade. Essa jornada de autodescoberta e crescimento pessoal é inspiradora e cativante.
Os livros de Bridget Jones também contêm críticas sutis (e às vezes não tão sutis) à sociedade, especialmente em relação às expectativas sobre as mulheres. Isso torna a série relevante e provocadora e, embora bem típico de sua época, a busca de Bridget pelo amor verdadeiro é o tema central, mas as complicações românticas inesperedadas e o desenvolvimento de seus relacionamentos oferecem um equilíbrio de drama e comédia.
Com o sucesso, são quatro livros protagonizados por ela, mas é no primeiro livro, O Diário de Bridget Jones que conhecemos os dois homens mais importantes de sua vida: o sedutor Daniel Cleaver e o sempre correto Mark Darcy.
A ousadia de uma americana no papel da britânica “típica””
A busca pela Bridget Jones ideal no cinema foi quase uma Scarlett O’Hara ao contrário, com o público acompanhando todas as possíveis Bridgets e opinando. Nomes como Helena Bonham Carter, Emily Watson, Toni Collette foram citados, assim como Cate Blanchett (na época antes da fama), Rachel Weisz (que perdeu a chance por ser “bonita demais”) e Kate Winslet (que com 24 anos, foi considerada nova demais). Nos Estados Unidos, Cameron Diaz chegou a entrar na lista, mas o mundo ficou chocado quando a magrinha Renée Zellwegger foi a eleita.
Numa dieta para engordar, Renée ficou completamente irreconhecível e conseguiu fazer um sotaque britânico perfeito. O grande sucesso emendou nas continuações, menos bem sucedidas. Do lado masculino, Hugh Grant se revelou o perfeito Cleaver, mas, ter Colin Firth como Mark Darcy foi o golpe de gênio pois ele é citado no livro justamente por ter sido um inesquecível Mr. Darcy na versão da série de 1995. Todos voltaram nos filmes seguintes.

A evolução de Bridget em quatro filmes
Se no Diário de Bridget Jones é uma mulher solteira na casa dos 30 anos, vivendo em Londres, constantemente preocupada com seu peso, consumo de álcool, e sua vida amorosa. Ela começa a trabalhar como repórter e começa a valorizar mais a si mesma e suas qualidades únicas, culminando em um relacionamento mais saudável e genuíno com Mark Darcy.
Já em Bridget Jones: No Limite da Razão, de 2004, acompanhamos os altos e baixos da relação de Bridget e Mark, mas também um reencontro com Daniel Cleaver. Depois de um hiato de 12 anos, o elenco voltou a se reunir em O Bebê de Bridget Jones, em 2016, onde, obviamente, Bridget se descobre grávida, mas, típica Bridget, não tem certeza quem é o pai: Mark Darcy ou seu novo interesse amoroso, Jack Qwant. Claro que o bebê é de Mark e ela aprende a confiar em suas próprias decisões e a aceitar o apoio das pessoas ao seu redor.
Ficou de fora o livro de 2013, Bridget Jones: Louca Pelo Garoto, que tinha avançado no tempo e colocado Bridget viúva e na casa dos 50, também mãe de dois filhos pequenos. Aqui, sem Mark, ela tenta recomeçar a vida, equilibrando maternidade, carreira e vida social, o que está ainda mais complexo em tempos de redes sociais. E é esse o filme que está sendo gravado e chegará nos cinemas em 2025. Sim, Renée Zellwegger está de volta como Bridget Jones.
O que esperar do “capítulo final”?
Bridget Jones: Louca Pelo Garoto foi publicado em 2016, e se passa mais de uma década depois de O Bebê de Bridget Jones. Com a morte de Mark Darcy, ela agora é uma mãe solteira de dois filhos pequenos.
Ninguém espera que Bridget, mesmo sofrendo pela ausência do amor de sua vida, fique exatamente ‘sozinha’, né? Ela começa um relacionamento com um homem mais jovem, Roxby – Roxster – McDuff (Leo Woodall) e outro, Mark Wallaker (Chiwetel Ejiofor), mais alinhado com sua idade.

Bridget conhece Roxster pelo Twitter e ele acaba trazendo para ela a sensação de exuberância juvenil e paixão pela vida, fazendo com que Bridget se senta desejável e vibrante novamente. Já Wallaker é o diretor da escola dos filhos de Bridget, que ela considera intimidador e sério, mas conforme a história avança, ela descobre seu lado mais suave e atencioso. O relacionamento deles evolui de respeito mútuo e amizade para uma conexão romântica mais profunda. E sim, Daniel Cleaver ainda está por aí.
As gravações estão sendo acompanhadas pelos fãs com ansiedade e só veremos o resultado no início de 2025. Em tempos atuais, será curioso ver a eternamente romântica Bridget Jones navegar em tempos digitais. Aposto em sucesso, e você?
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