Estamos há alguns anos acompanhando o projeto de Pablo Larraín de colocar sua lente em mais uma mulher icônica: Maria Callas. A espera está perto do fim: Maria é um dos destaques do Festival de Veneza 2024, com todos já amarrando os pontos: nos últimos 5 anos, todos os vencedores na Itália são indicados ao Oscar e muitos, inclusive, são vencedores. Um segundo Oscar para Angelina Jolie? Nada impossível de considerar!
Fui criticada quando mencionei que a atriz anda “afastada” porque ela vem se dedicando mais ao teatro, aos filhos e a filmes que ainda não estrearam. O que queria dizer é que há tempos não vemos nossa diva em um filme dramático de tanto potencial como Maria e por ser apaixonada por Callas, fã de Larraín e totalmente time Angelina, quero ela entre as finalistas com chances de ganhar seu segundo Oscar. Vamos jogar as vibrações positivas!


Maria fecha a trilogia de três ícones do século 20 – Jackie Onassis, Princesa Diana, e Maria Callas – que Pablo Larraín começou em 2016 e que rendeu às suas estrelas, Natalie Portman e Kristen Stewart, indicações ao Oscar de Melhor Atriz.
Em 2021, quando lançou Spencer, Pablo procurou por Angelina, que estava encantada com o filme, e a convidou para ser sua musa na biopic sobre Maria Callas. Angelina é uma grande atriz, mas fisicamente bem diferente do que poderíamos pensar para interpretar o soprano grego-americano e, por isso, hesitou. Eventualmente, decidiu encarar o que é obviamente o maior desafio de sua carreira e um projeto em um momento extra delicado em sua vida pessoal.
A Maria Callas do filme é a mulher de 53 anos vivendo seus últimos dias de vida, em 1977, atormentada por fantasmas do passado e de uma carreira encerrada longe do nível de perfeição que fez dela uma lenda e, ainda assim, demandou mais de seis meses de preparo para Angelina entrar no papel, incluindo, aulas de canto.


Cientes que o público dos millenials tem menos familiaridade com fatos de mais de 50 anos atrás, o roteiro não vai assumir que todos saibam quem é Callas ou sua influência na música. Mais ainda, na cultura pop do século 20. E okay, acho difícil que jovens hoje sequer lembrem que Maria é americana, filha de imigrantes gregos, mesmo que tenha feito sua carreira na Europa, mais especificamente, na Itáila. Sua saúde sempre frágil, fisica e mentalmente, e como Pablo Larraín menciona, ela era Diva, doce, arrogante e insegura na mesma medida.
Com roteiro de Steven Knight, Maria deve seguir a fórmula intensa e dramática de Spencer e com uma trilha sonora de encantar os apaixonados por ópera. Sabemos, pelas imagens de Angelina como Callas, que a ouviremos cantar Mio Babbino Caro e Casta Diva, mas, sem dúvida, teremos também Vissi D’Arte. O diretor, que conheceu ópera por influência de sua mãe, disse que “mergulhou na voz de Callas e criou um “mapa musical” para o filme, com o trabalho dela fornecendo toda a paisagem sonora”, como diz a Vanity Fair. “Ela se tornou a soma das tragédias que interpretou no palco”, disse Larraín à revista. “O filme é sobre alguém que, depois de dedicar sua vida ao público ao redor do mundo que a ouviria, decide encontrar sua própria voz, sua própria identidade e, finalmente, fazer algo só para si mesma.”


Entre flashbacks e cenas nos dias finais da artista alternando preto e branco e cores, Maria vai lembrar de seu relacionamento tóxico e complexo com Aristóteles Onassis (Haluk Bilginer), que a trocou porJackie Kennedy. E, para surpresa geral, Angelina CANTA e sua voz é mesclada com a de Callas. Para Larraín, era essencial para que quando dublasse, fosse realista. “Quando ouvimos Maria Callas em seu auge, a maior parte do som é Callas — 90%, 95% — e quando ouvimos Callas mais velha e no presente, quase tudo é Angelina”, ele explica.
Outro detalhe que Maria certamente vai chamar atenção é a reconstituição de época e os figurinos de Maria Callas. Quando virou uma das maiores estrelas da música, nos anos 1950s, ela também virou ícone fashion e sua assinatura é imitada até hoje. As cenas de flashback certamente devem explorar seu estilo inconfundível.



Falaremos ainda mais de Maria Callas até 2025, me resta pouca dúvida. Estou louca para ver logo o filme!
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