Only Murders in The Building: Mistério, Reviravoltas e Podcasters Favoritos

Estamos oficialmente de volta ao Arconia e Only Murders in The Building, exatamente onde nos despedimos no final de 2022 na festinha dos nossos podcasters favoritos celebrando o sucesso da Broadway. NÓS sabemos que mais um crime aconteceu no que tem que ser o endereço mais perigoso em Manhattan, porque, nos últimos anos é quase que um crime por ano, mas é bom relegar esse fato e curtir. Sim, fãs de True Crime curtem um bom mistério.

Quem matou Sazz, na verdade queria matar Charles?

O mistério é, como nas temporadas anteriores, “simples”. Sazz foi morta por um sniper ao entrar no apartamento de Charles, mas obviamente não saberemos no 1º episódio da 4ª temporada. E acreditem em mim, a temporada está mais uma vez ma-ra-vi-lho-sa e cheia de reviravoltas. E te falo, acertei quem era o culpado em duas temporadas (a 1ª e a 3ª), mas errei feio na 2ª. Já vi todos os episódios menos o final (não posso falar deles) e não está fácil deduzir quem matou ou por quê matou.

Tenho minha teorias, mas estão até o penúltimo episódio, com vários furos. O assassino precisa conhecer o Arconia intimamente para usar as passagens secretas e o incinerador, portanto isso reduz bastante os suspeitos. Por outro lado, Only Murders in the Building, o podcast, revelou para o mundo as passagens secretas e segredos do Arconia então há espaço no roteiro para algum tipo de supresa.

Dito isso, vamos voltar aos outros assassinatos. Todos tinham uma conexão pessoal entre assassino e vítima, assim como quem morreu não era exatamente popular. Sendo assim, como e por que queriam matar Charles? Ou Sazz? Era alguém que estava acompanhando os passos deles de perto, isso é óbvio, mas a motivação é importante e permanece um mistério até o fim. Mesmo sem ser popular, ninguém “odeia” Charles e – que saibamos – menos ainda Sazz. Sem nenhuma dica plausível, ficamos no escuro.

As citações e o roteiro bem amarrado

Se há um detalhe que coloca Only Murders in The Building na categoria de brilhante é o roteiro. E de cara brincam com o genial Era Uma Vez No Oeste na duplicidade do que pode ser o pararlelo aqui. Os podcasters são chamados e assinam um acordo com Hollywood, no Oeste.

Na terceira temporada tivemos uma aula de como funciona uma produção da Broadway, aqui hé detalhes de como são feitos os filmes. A arrogância e praticidade dos executivos dos estúdios, com seus títulos grandiosos, a insegurança e a criatividade dos roteiristas, as visões ousadas dos diretores, os atores egocêntricos e incômodos, os dublês desprezados… veremos tudo isso em diferentes medidas. Da falsidade dos cenários ao encontro constrangedor com as estrelas que vão interpretá-los no cinema (Eugene Levy, Eva Longoria e Zach Galifianakis), Charles (Steve Martin), Mabel (Selena Gomez) e Oliver (Martin Short) também são apresentados à a executiva da Paramount que vai produzir o filme (Molly Shannon), as diretoras (Siena Werber e Catherine Cohen) e o roteirista (Jim Ha) e todos serão importantes, como veremos.

Como a série é sobre assassinatos em um prédio (que Mabel diz para nós que nos ouve e que é uma falha limitadora mesmo), Los Angeles não nos detém, e no primeiro episódio eles voltam para Nova York, onde, finalmente, entendem que houve mais uma morte e que não precisarão desencavar um cold case ou algo perto de onde moram para nova temporada: só assassinos no prédio e estão de novo com um mistério para solucionar.

Vamos falar da música?

Há um dos grandes segredos do sucesso de Only Murders in the Building está no tema musical da série que é dinâmico, potente e versátil. Composta por Siddhartha Khosla a trilha pode ser dramática, romântica, tensa e apavorante ao mesmo tempo, de uma superioridade criativa de tirar o fôlego.

Não há canções à parte da melodia central, como aconteceu na temporada passada, é o mesmo tema de “sempre”, mas ouçam no primeiro episódio: ela muda todo clima com arranjos e tempos variados, mas sempre com a mesma melodia. Sensacional.

Estou louca para descobrir o culpado mais uma vez. Vamos começar a teorizar?


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