Tudo em Only Murders In The Building é perfeito. A série é simplesmente brilhante. A cada temporada, a série se debruça em um formato para contar a história que, de outra forma, seria repetitivo. E o episódio dessa semana – Blow Up – é o melhor de toda temporada. Isso diz muito!
Há cada ano, pelo menos um episódio tem a narrativa 100% inovadora e é um deleite ver. Na primeira, há o episódio silencioso na ótica de Theo Simas (James Caverly), o antagonista deficiente auditivo. Na segunda, a noite de jogos liderada por Oliver (Martin Short), viajamos no tempo de forma hilária e eletrizante. Na terceira, bom, a terceira foi toda uma aula de como fazer um musical e a cada episódio uma inovação. A quarta, com vários momentos espetaculares é sobre o processo de filmes e com isso, todos os episódios são titulados com nomes de filmes.

Abrimos com Era Uma Vez no Oeste (fechando os minutos finais sem diálogo, como o clássico de Sergio Leone), depois Gates of Heaven, O Substituto (The Stunt Man), Adaptação e hoje, Blow-Up.
Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni, ganhou o prêmio em Cannes em 1966 e é até hoje um dos filmes mais influentes do Cinema, um clássico perfeito. Ele conta a história do envolvimento acidental de um fotógrafo que registra um assassinato. A sequência na qual ele aumenta a foto (blow up) é tensa e inesquecível. Em Blow Up de Only Murders in The Building é TODO gravado em diferentes imagens (de telefones, de super 8, de câmeras de segurança, de drones, o que existir e puder filmar). É SEN-SA-CIO-NAL.
Como esperado, continuamos a partir dos tiros do episódio da semana passada: o alvo aparentemente era Oliver, mas tanto Zach Galifianakis como Glen Stubins (Paul Rudd). As suspeitas da hora são as irmãs diretoras Brothers (Catherine Cohen e Siena Werber), que eram proteginas de Duddenoff (Griffin Dunne), o ex-professor de Cinema na NYU que também mora no Arconia, que lidera um esquema fraudulento de aluguéis, que deveria estar em Portugal mas que vem retirando dinheiro em Nova York. Passamos 25 minutos desconfiando das irmãs, para descobrir que Duddenoff está morto (seu corpo também foi incinerado) e que alguém vem filmando o trio de podcasters, os ameaçando ao ponto de fazerem fugir do Arconia.

Sem que as irmãs sejam as assassinas, quem poderia ser? Por que querem matar Oliver, Charles (Steve Martin) e Mabel (Selena Gomez)?
Minha lista de suspeitos se mantém inalterada e por hora só ainda não conectei Duddenoff ao trio. Mas há meios.
Minha teoria mais forte é de que Sazz (Jane Lynch) esteja por trás desse falso assassinato para fugir com Jan (Amy Adams). Já sabemos que Jan tinha fugido do presídio, que conhece muito bem o Arconia, que odeia os podcasters e que, através de Sazz, teria ligação com o filme. Até o momento, são as que mais têm motivos e oportunidades. O que tira elas da mira é ficar mandando ameaças pelo celular para Charles, Mabel e Oliver, mas isso pode ser um derrape de roteiro.

Duddenoff claramente não está morto (ou em Portugal) e tem gente descaradamente mentindo para nos tirar da suspeita, mas aposto que Bev Melon (Molly Shannon) é a resposta que precisamos ter. Ela sabe de tudo, está em todos os lugares quando menos se espera e desaparece quando é conveniente. O que ela é para Jan ainda está incerto, ou Duddenoff, mas ela estava em contato com Sazz e está extremamente suspeita.
Semana que vem teremos todos longe de Manhattan e a entrada de Melissa McCarthy em cena. Está difícil de deduzir essa temporada, mas posso estar quente. O que você acha?
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