Anéis de Poder: O que Funcionou e o que Não na 2ª Temporada

Anéis de Poder concluíram a segunda temporada sob chuvas de elogios, bem vindos diante do investimento bilionário da plataforma e sim, melhorou muito, mas não, não é o que poderia ser.

Fantasia sempre está perto demais do cafona e demanda muito talento para até ter pegadas bregas, mas ainda mais não mergulhar no ridículo. Estamos falando de elfos, gigantes, orcs, anões… como levar à sério, mesmo que seja um conto pacifista de como o Poder destrói a mais pura das almas? Pois é, mas a trilogia assinada por Peter Jackson conseguiu provar que é possível estar no nicho nerd e no oceano pop e ainda ter grandes filmes.

Havia material escrito por Tolkien a ser explorado e não sou purista porque não li todos os livros, portanto quando reclamo é do que estou vendo no ar. Não provou ainda ser algo sensacional. Há um claro declínio de investimento de produção, os cenários são claramente falsos, os extras são poucos e tão ruins que frequentemente me tiram a atenção do centro da história, falhas básicas que jamais poderiam custar os bilhões que ouvimos estarem envolvidos. Os efeitos são ok, mas as cenas de luta, fracas.

O pior e mais importante erro da série é justamente na sua protagonista. A personagem feminino central, Galandriel, se transformou em uma mulher arrogante, irritante, e tola porque por se achar melhor do que o resto, caiu na lábia do vilão que queria matar. A atriz, Morfydd Clark, não tem empatia ou habilidade para superar a narrativa complexa. Dessa forma, não importa as demais tramas estarem indo bem, a que envolve o temido Sauron, sempre fica ruim quando ela entra em cena. Suas cenas de luta são de fazer rir, suas caras de sofrimento são de chorar as lágrimas que ela não consegue derramar, tudo é tragicamente ruim.

Por outro lado, Charles Vickers é um achado. Ele consegue nos convencer de tudo sobre o antagonista: sua falsidade, sua habilidade, seu charme, sua inteligência. Conseguir ficar bem de peruca loira e roupa que parece um vestido, além de orelhas pontudas, não é fácil. Mas ele está incrível sempre.

Robert Aramayo, como o jovem Elrond, é outro destaque. Interpretar mocinhos é muito mais complexo do que vilões, mas Robert passa emoção e dignidade no papel. E Charles Edwards? Um show.

A trilha sonora de Anéis de Poder também merece destaque. Com temas e canções memoráveis, teve destaque a cada episódio.

Dito tudo isso, vamos ao resumo do episódio final, enquanto aguardamos a confirmação da terceira temporada, que ainda não foi oficializada.

Se tivermos pelo menos mais uma rodada, a ação certamente será focada em Númenor e sua destruição mega anunciada. A trama voltada para política e religião pareceu arrastada, mas são os antepassados de Aragorn, portanto eu aguento. Miriel presenteia Elendil com uma espada antiga e significativa chamada Narsil (“a chama branca”) e pede que e a deixe para trás, agora que está sendo perseguido. Enquanto ele foge, finalmente Isildur consegue começar a sua viagem de volta.

A outra trama paralela, o Estranho, bom, ele era mesmo Gandalf e ele salva Nori, mas eles se separam e cada um vai abraçar seu destino. Sobre ele e o Mago Negro (que todos sabem que será Saruman), bom, eles são os Istari e vieram para a Terra-média como um grupo unido de cinco, comprometidos em derrotar Sauron. Isolados um do outro na chegada, algo distorceu o mago e em vez de derrotar Sauron, parece que ele quer tomar seu lugar.

Entre os anões, foi pura e inevitável emoção. O Rei Durin III consegue entrar em uma câmara que contém mithril por tonelada, mas também desperta um enorme balrog com chifres e cuspidor de fogo. Ele finalmente tira o anel, pede desculpas ao filho e enfrenta o monstro, sabendo que não tem chances. O drama em Khazad-dum não acaba aí, porque apesar de todas as suas riquezas, o Rei deixou o reino em dívida e agora há quem decida desafiar a linha sucessória.

Em Eregion. Galadriel e Sauron finalmente se reencontram e se enfrentaram. Antes, o vilão mata Celebrimbor e se vinga de Adar, o matando também.

Sauron reforça seu convite de transformar Galadriel sua Rainha e usa seus poderes de persuasão e confusão para tentar ganhar a elfa para o seu lado. Ela recusa, mas o vilão pega os nove anéis dos Homens e a esfaqueia com a coroa de Morgoth, que ela pretendia usar para destruí-lo. O elfos estão determinados em continuar lutando. E nos despedimos, sim, querendo mais. Será que teremos?


Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário