Ainda não me recuperei do episódio onde podemos desfrutar de todo talento de Patti Lupone e um que completa a onda de temas profundos e grande desenvolvimento de personagens que várias séries vem apresentando. Agatha Desde Sempre já está entre as melhores da Marvel por conta de um grande elenco e uma ótima história para contar. E sim, quando faz sentido, uma narrativa não linear funciona!


Death Hand in Mine, parte da letra (Eu seguro a mão da Morte na minha) é porque aqui temos a grande revelação sobre Rio (Audrey Plaza) que eu que não sou leitora dos quadrinhos liguei menos. Tirando esse spoiler que teve um suspense até ser confirmado no episódio, há muito mais dicas e metáforas interessantes.
Começamos com a queda de Lilia (Lupone), que só fará sentido no final. Na estrada até o próximo julgamento, Billy (Joe Locke) e Agatha (Kathryn Hahn) seguem sozinhos e tentando se entender. Primeiro ele pergunta onde está Rio (Plaza) e Agatha recusa falar dela. Trolando os fãs, ele pergunta se a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) está morta. “Sim”, Agatha dispara. “Não. Talvez”, emenda. Teremos que aguardar qual a opção que eventualmente a Marvel vai usar.
O que fica claro, embora ele não acredite, é que Agatha tem ainda alguma conexão maternal com Billy, e ele ressente a falsidade dela. Ele quer algo no final da estrada, sabemos que é encontrar Tommy, e rejeita ser filho de Wanda. Há uma dica importante: como estão perdidos, Billy questiona se Agatha realmente já andou na estrada das bruxas. Com o jogo do tarô mais à frente, me parece uma grande dica do final da série.
Quando chegam ao castelo do julgamento, há uma homenagem/brincadeira com as bruxas más da cultura pop: Agatha é a a Bruxa Má do Oeste (se inspiraram em mim, sugere) e Billy é Malévola (se as bochechas combinam, ele celebra). Bom, o julgamento é um jogo de tarô e sem Lilia com eles, precisam improvisar. Falarei do jogo à parte porque tenho uma taróloga na família, é importante ver na ótica do jogo também.


Com o cronômetro acionado, o risco são as espadas que estão no teto ou caindo em cima dos dois. Agatha e Billy tentam, mas claramente não estão preparados para o desafio. E assim, ele lamenta que Lilia não esteja com eles.
É a deixa que nós, alucinados por Patti, estávamos esperando. Na caverna com Jen (Sasheer Zamata), Lilia segue confusa, mas agora entendemos o que está acontecendo. Ela explica que o tempo não é linear e sua habilidade seria pular de realidade em realidade, por isso seus ‘desligamentos’ e surpresas. Voltamos no tempo, e vemos uma jovem Lilia conversando com sua mentora e como ao longo do tempo, ao poder ver a dor e sofrimento do futuro, ela passou a recusar seu Poder e passou a viver como ermitã, mas não há como fugir do destino.
Reunidas com Agatha e Billy, Lilia está como Glinda, a Bruxa Boa do Mágico de Oz e Jen a Bruxa de Branca de Neve, e ela imediatamente inicia o jogo para tentar salvar todos. Billy tem que fazer uma pergunta essencial para sua jornada (a estrada é dele, super sinal!) e apesar de Agatha querer saber se eles vão sobreviver, ele quer saber se ele é William ou Billy.

A pergunta é a certa e o jogo (que nos dá todas as dicas do que vai acontecer), explica que a vida é para ter obstáculos e que devemos superá-los para chegar ao seu destino. O jogo volta a ter uma curva errada porque as espadas começam a cair e Lilia percebe que agora está com ela, não Billy. Como a morte vem para todos, ela entende que chegou a sua vez.
Com as Sete de Salem também chegando até elas, Lilia avisa a todos sobre a verdadeira identidade de Rio, que é a Morte (e a Bruxa Verde original, como avisou), e abre o caminho para que todos saiam e se sacrifica para matar as Sete e passar para sua próxima etapa.
É um final e um episódio poderoso, cheio de metáforas de recuperação de identidade, de fé e de sacrifício. Um show de Patti Lupone, como sabíamos que daria. Sentiremos sua falta!
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
