Desenvolvimento do Filme de Game of Thrones: Detalhes e Rumores

A força da franquia Game of Thrones não tem sinal de esvanecer por nada: nem a falta da conclusão dos filmes, uma conclusão cercada de polêmica ou nem mesmo as tentativas de prequel ou sequel na Max. Enquanto House of the Dragon passa por sua pausa e Um Cavaleiro dos Sete Reinos ainda não estreia, os rumores de um filme já circula em Hollywood. E com isso, a especulação, claro. Mas a fonte é extremamente segura.

A notícia postada pelo The Hollywood Reporter é assinada pelo jornalista James Hibberd, que sempre teve acesso privilegiado aos criadores da série e da MAX. “O mundo de Game of Thrones pode finalmente acabar na tela grande”, ele escreve em seu artigo cujo título é “Filme ‘Game of Thrones’ em desenvolvimento inicial na Warner Bros.”. Os fãs, claro, foram à loucura.

Já falei mais de uma vez em Miscelana de como George R.R. Martin sonhava que seu universo de Westeros ganhasse as telas como as Terras Médias de Tolkien com O Senhor dos Anéis e O Hobbit, mas que também entendia que se fosse transformar seus livros em filme seria impossível resumir tudo em três horas. Nem mesmo em nove, caso fossem três filmes de três horas daria conta. Não, Game of Thrones como série foi perfeito. Até que não…

Na época em que a série da HBO virou febre mundial e a expectativa era gigantesca, houve conversas de que as últimas temporadas fossem, de fato, filmes. Como lembra o artigo da THR, “David Benioff e Dan Weiss chegaram a discutir concluir a série com três longas-metragens em vez de sua temporada final de 2019. Porém internamente na plataforma essa idéia não avançou.

O sucesso de House of the Dragon reascendeu a chama da tela grande, parece. Segundo James Hibberd, “a Warner Bros. vem desenvolvendo discretamente pelo menos um filme ambientado no universo de fantasia épica de George R.R. Martin” e que “várias fontes descrevem o projeto como um desenvolvimento em estágio muito inicial, sem cineasta, elenco ou escritor ainda vinculado. Mas a empresa está interessada em explorar a ideia de Westeros invadindo os cinemas”.

Além disso, o sucesso no universo de Batman com o elogiado O Pinguim ressalta uma estratégia bem sucedida da Marvel de mesclar públicos e janelas para ocupar o imaginário e consumo dos fãs mais ávidos da franquia. Duna é a aposta mais recente da MAX: se a estreia de Duna: Profecia der certo, reforça a possibilidade de um filme Game of Thrones. Cruzar mídias é a aposta da hora dos executivos.

O que os fãs já começam a especular é qual o momento da saga que um filme Game of Thrones se concentraria? Há muito material a ser explorado. Um dos favoritos já passou para série: Um Cavaleiro dos Sete Reinos sempre foi uma grande demanda dos leitores. Mas há mais.

Os especialistas desconfiam e apostam que um filme possa ser justamente a Rebelião de Robert, que ocorreu cerca de 30 anos antes de Game of Thrones e que marcou com o fim da Dinastia Targaryen até o ataque de Daenerys (Emilia Clarke) no final da série. Seria minha favorita, e torço por ela. Mas há a Rebelião Blackfyre, assim como a que está em desenvolvimento para se tornar uma série, A Conquista de Aegon. Sem esquecer que podemos considerar que Snow seja uma boa sequência, não? Hibberd concorda comigo pois comentou em seu artigo que “Um território inexplorado tentador continua sendo as histórias ambientadas após a série original, já que todos os projetos sucessores filmados até agora foram prequelas”.

Vejo alguns desafios para Snow:

1- Sobreviver às armadilhas deixadas pela conclusão da série. Matando a personagem mais adorada (Dany) e exilando o segundo mais amado, Jon Snow (Kit Harington), Westeros está à mercê de muita gente que não tem fã clube…

2- Convencer os astros a voltarem. Kit Harington está dentro, mas Emilia Clarke se diz sempre sem vontade de voltar a viver Daenerys (cujo corpo foi levado por Drogon para algum lugar que acreditam ser possível reavivá-la) e ainda mais avesso e essencial que ela seria ter o premiado Peter Dinklage de volta como Tyrion Lannister. Sem ele, será difícil dar continuidade à história.

3- Unir as pontas soltas das histórias. House of the Dragon não apenas ressaltou a questão da profecia de Gelo e Fogo como acrescentou detalhes que diferem do que vimos em Game of Thrones.

Não são desafios intransponíveis, né? Mas, por hora, Snow está engavetada. Como série, de qualquer forma.

E se for, como é a maior possibilidade, A Rebelião de Robert, será extremamente interessante. A opção mais interessante, talvez. Isso porque resolveria duas questões de uma única vez: a primeira sendo que sendo tão perto de Game of Thrones, se for série, as comparações seriam mais prejudiciais, mas, se for um filme, a familiaridade pode acabar sendo usada a seu favor. Afinal, são Lannisters contra Starks, Targaryens contra Baratheons, apenas nomes e casas que já conhecemos e amamos, sem passar pelas descobertas atuais em House of the Dragon, por exemplo.

Em segundo plano, e o mais importante, mesmo com os flashbacks que vimos na série, o filme que recontasse a rebelião teria a seu favor vários pontos que os fãs amariam saber mais ou a versão real. Por exemplo: porque Lyanna Stark não avisou à sua família que estava com Rhaegar Targaryen por amor? E muitos outros segredos, claro, sem precisar usar os atores da série.

A única desvantagem? Não teríamos dragões… Eles serão extintos na parte final de House of the Dragon e só voltarão à vida com Daenerys Targaryen.

Ainda é cedo para ter certeza se Game of Thrones vai mesmo se aventurar nos cinemas, mas a aposta depende mais dos sucessos dos novos filmes de O Senhor dos Anéis que a Warner está fazendo (a Amazon segue com a prequela Os Anéis de Poder) e da série Harry Potter para a plataforma. Vamos acompanhar.

A única certeza é que, não importa a plataforma ou o trecho da saga, a música de Ramin Djawadi é obrigatória. Concordam?


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