Seja como produtor ou ator, 2024 foi apenas o primeiro ano no qual falamos de Colman Domingo do início ao fim. Indicado ao Oscar como Ator Coadjuvante e já favorito para Melhor Ator em 2025, ele é a grande estrela da série The Madness, da Netflix, e de novo: certeiro.

Em 10 episódios acompanhamos o espiral de Muncie Daniels (Domingo), um comentarista da mídia que inadvertidamente se torna um suspeito de um crime que não cometeu e enquanto tenta desvendar o mistério, para limpar seu nome, se envolve em uma conspiração ainda maior, com sua própria vida e de seus mais próximos em risco. A história não é nova, mas quando é bem contada, como funciona! E é o caso aqui.
The Madness estreou meio na calada no final de novembro, mas vale correr e devorar cada segundo. Ela vem dominando o ranking da Netflix mundo, mesmo que muita gente o considere apenas uma atualização do clássico O Fugitivo. Sério? Sim, é, mas desde quando originalidade impediu a gente de gostar algo que é bem feito?

Há sim, uma coisa. Agora que estamos nos acostumando com a média de 8 episódios por temporada, ter 10 não foi exatamente um alívio e pareceu dar uma esticada desnecessária para a história, ainda que não a estrague. Muito por conta do carisma inegável de Colman Domingo como protagonista. E há momentos didáticos no diálogo, mas faz parte também.
Não vou aprofundar na trama para que possa descobri-la sem spoilers e porque engaja pois o suspeito nunca é efetivamente quem se espera. Há espaço para uma segunda temporada e o ator já anunciou que topa voltar, ainda mais que a série, como ele gosta de ressaltar, lida com várias questões atuais.

“Muncie Daniels está sentado em uma cadeira onde ele é muito centrista em suas visões, e ele recebe essa história de horror de estar no lugar errado na hora errada, e ele tem que sair para o mundo para resolver as coisas. Eu sou uma pessoa que acredita que você tem que entrar no mundo, e você tem que falar com outras pessoas e pessoas que não acreditam no que você acredita para chegar a uma nova crença” o ator explicou à The Hollywood Reporter. “Senti que ele está fazendo uma jornada que muitas pessoas precisam fazer agora para realmente resolver toda essa desinformação, para realmente formar aliados, às vezes com pessoas com quem você acha que não tem nada em comum. É realmente apenas a jornada de um homem comum [de alguém] que é jogado em circunstâncias extraordinárias”, completa.
Certamente The Madness está na minha lista de melhores de 2024. E na sua?
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