Em 2024, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro viveu uma temporada vibrante, marcando um retorno triunfal aos grandes clássicos e à experimentação artística. O ano foi particularmente notável para o balé, com montagens que atraíram grandes públicos e reacenderam o interesse nas artes cênicas após os desafios da pandemia.


A temporada de O Quebra-Nozes fez História. Sucesso da venda dos 4.500 ingressos, que foram esgotados em apenas sete minutos e alguns segundos, leva o Theatro Municipal a tentar algo novo. Vão montar um telão em área externa do centro da cidade para levar a dança para quem ainda quer ver o espetáculo.
O telão estará na Avenida Treze de Maio, entre os dias 19 e 21, para transmissão ao vivo e gratuita, mas apenas para quem retirar senhas individuais (uma para cada CPF), liberadas uma hora antes. Só há lugar para 300 espectadores.
O ano começou com a estreia de O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, com a Orquestra Sinfônica e o Ballet do Municipal, sob a direção de Hélio Bejani. A produção, que teve 11 apresentações, foi um dos maiores sucessos da temporada, esgotando ingressos rapidamente e destacando-se como um marco do ano para a companhia . Já em maio, o balé também trouxe a consagrada Giselle, que encantou a plateia e recebeu críticas positivas pela execução técnica e pela fidelidade à tradição. Essas produções destacaram-se por sua grandiosidade e pela resposta positiva do público, demonstrando uma crescente demanda por montagens clássicas.

Agosto foi o mês de La Fille mal Gardée, uma coreografia de Ricardo Alfonso que também lotou o teatro. A obra marcou uma aposta na renovação e no frescor do repertório clássico, sendo bem recebida por diferentes gerações de público .
Por fim, a temporada de O Quebra-Nozes em dezembro fecha o ano com chave de ouro. Considerada uma das maiores produções do ano, a rapidez das vendas dos ingressos confirma o sucesso de público e a consolidação da casa como um polo de excelência para o balé clássico no Brasil. Mais ainda, impacta a agenda de 2025: a direção comentou que tinha planejado incluir dois balés inéditos no repertório, mas um deles foi derrubado para abrir espaço para garantir a volta de O Lago dos Cisnes e, claro, O Quebra-Nozes.

Comparando 2024 com anos anteriores, ficou claro que houve um forte aumento no interesse pelo balé clássico, algo que se reflete na demanda por ingressos e na quantidade de apresentações esgotadas. Isso sinaliza uma renovação no público frequentador do Theatro Municipal, com um interesse renovado nas grandes produções de balé, além de um retorno ao gosto pelas grandes narrativas visuais e musicais que marcaram as temporadas passadas. A diversidade das produções e o compromisso com a qualidade artística indicam que 2024 foi um ano de afirmação para o balé do Municipal, potencializando ainda mais sua relevância cultural no cenário nacional.
Essa reação do público, com lotação em diversas apresentações, sugere que o Theatro Municipal está retomando seu papel de vanguarda no cenário das artes cênicas do Brasil, marcando um renascimento das grandes produções e consolidando a casa como um centro cultural de importância fundamental.
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