Em tempos de festas de fim de ano, um dos piores pesadelos são as viagens obrigatórias para visitar parentes distantes. E Hollywood, claro, aprendeu a explorar todas as emoções que giram em torno do período.
Dentre os dramas e comédias natalinas, há uma das franquias dos anos 1980s de grande sucesso que, para muitos, é um dos principais clássicos, ao lado e de igual com Felicidade Não Se Compra (It’s A Wonderful Life) e ela se chama Duro de Matar (Die Hard), um filme de ação que fez de Bruce Willis uma mega estrela internacional. O filme Bagagem de Mão (Carry On), da Netflix, aproveita o mesmo gancho do filme de 1988 e mescla suspense com ação, usando as pitadas de outro filme dos anos 2000s, Por um Fio (Phone Booth).

Se você viu os dois filmes já entendeu todos os clichês e spoilers possíveis em um filme sem nenhuma imaginação, que só se salva porque Jason Bateman e Taron Egerton são carismáticos o suficiente para nos manter acompanhando, mesmo que seja antecipando cada “surpresa”.
O thriller natalino gira em torno de Ethan Kopek (Egerton), jovem agente de segurança aérea que é chantageado para deixar um pacote perigoso passar pelos controles de segurança antes de um voo no dia de Natal. Embora tenha sido apenas falta de sorte, o fato de Kopek ter um histórico de não se expor a nada, parece inicialmente interessante para o terrorista (Bateman), porque ele tem todo o perfil de um covarde. Claro que não é bem assim.

O pânico de Kopek é crescente, mas quem não o lê bem é o bandido. Aliás, como vilão Bateman está muito bem porque sua cara de gente boa funciona perfeitamente para o cinismo de seu personagem. A trama propositalmente simples tenta ser compensada com cenas de ação (como a da luta dentro de um carro em alta velocidade), e é bem fiel ao que Duro de Matar foi há 36 anos: divertido e tenso, mesmo que irrelevante.
Não nego, bateu saudade do original. Mas por hora? Super funcionou.
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