SNL: Os Bastidores do Filme sobre Lendário Programa de TV

Aposto que você pensou que um filmes sobre os bastidores da criação do Saturday Night Live ou SNL seria engraçado. Ou dramático. Jamais imaginaria que seria “caótico”. O filme Jason Reitman antecipou em meses a grande comemoração de 2025: os 50 anos do SNL, um evento que acumula estrelas e histórias.

Reitman é um grande diretor e roteirista, filho de um grande comediante, Ivan Reitman, e é conhecido por sucessos como Juno e Os Caça-Fantasmas: Mais Além, a escolha perfeita para alcançar exatamente o que é o SNL. Só não é o que a gente imagina!

A proposta do filme é recriar a noite de estreia do programa, em 11 de outubro de 1975 e onde um grupo de jovens desconhecidos mudou a história da TV e da cultura americana. Um corte, vamos combinar, genial porque ali se estabeleceram várias das regras do SNL, ainda válidas 50 anos depois, que inclui improviso, criatividade, loucura e muita coragem.

Decidir embarcar nas personalidades tão icônicas de todos em um filme que nem é documentário ou uma cinebiografia abrangente, é corajoso do diretor porque consegue capturar a intendidade (e os detalhes) das últimas 24 horas antes da estreia. Lorne Michaels (Gabriel LaBelle) tinha a certeza que daria certo, mas paradoxalmente era quando tudo dava errado que ele se assegurava ainda mais do caminho a seguir. Ele enfrentou a pressão de montar um programa de esquetes completamente novo, ao vivo e com um tom subversivo inédito para a época, mantendo a audiência e não ofendendo os patrocinadores.

Sabemos que ele conseguiu pois em 2025 o SNL ainda está no ar, firme e forte e essa releitura fictícia funcioa para nos deixar estupefados como as coisas conseguem ser feitas em meio ao caos. Se Reitman fosse seguir a fórmula “segura”, não contaria melhor a história de rebeldes. E para nós o riso é de nervoso.

Vemos como todos estão ansiosos e em dúvida de como a audiência vai reager a uma novidade depois de anos tendo o adorado Johnny Carson no horário nobre. A escolha não foi um outro programa de entrevista, mas uma hora e meia de esquetes com pessoas desconhecidas. Inicialmente chamado de “NBC’s Saturday Night”, o nome foi alterado em 1977, mesmo a 90 minutos de entrar ao vivo, Lorne não sabe se fechou mesmo o programa. E agora?

São várias minicrises cruzando com outras, todos apressados e nunca vemos exatamente onde há corte na cena. O relógio e a contagem estão sempre presentes, mas a confiança de Lorne Michaels não falha. É um desfile sem parar de lendas da comédia americana, em um momento é complicado manter todos na mente, Chevy Chase (Cory Michael Smith), Gilda Radner (Ella Hunt), Jane Curtin (Kim Matula), Laraine Newman (Emily Fairn), Dan Aykroyd (Dylan O’Brien), Garrett Morris (Lamorne Morris) e John Belushi (Matt Wood) fizeram História, é uma pena que não nos aprofundemos em seus problemas.

E aqui está a “falha” de SNL: mesmo para quem está na idade do público alvo, é quase impossível lembrar quem está fazendo o que, transformando o filme em conteúdo cheio de piadas internas, coisas que nem mesmo fãs conseguem acompanhar. Vale conferir se você conhece melhor a história de cada um. Se não? Bem, melhor ver logo o SNL do que um filme do passado do programa. Vai ser mais divertido!


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