Quando o quinto episódio de The White Lotus chegou ao fim estava exausta de tanta energia e festa, numa tensão crescente que tem um psicopata à solta e ainda está longe da conclusão. Temos 8 episódios e até agora está virtualmente impossível decifrar “quem morre” e quem atira em quem no final da hospedagem desse grupo tão bizarro da terceira temporada.
A festa da Lua Cheia despertou o lado ousado de todos os hóspedes reprimidos e isso não vai dar certo. Há tanta gente suspeita que é difícil até teorizar, mas ainda assim vamos tentar, subdividindo como sempre os grupos.

Vamos primeiro à Bangkok onde Rick está atrás da vingança de seu pai assassinado. Ele precisa de uma arma e ela é providenciada por um amigo, Frank, vivido pelo sempre espetacular Sam Rockwell (na vida real marido de Leslie Bibb, a Kate do trio das falsianes). O reencontro dos dois merece destaque por vários aspectos: 1) Rick está quase sereno, numa Paz que nos faz questionar se ele deve mesmo estar com a carinhosa Chelsea ou seguir sua vida sozinho 2) porque o monólogo que Mike White presenteou Rockwell é digno de Pulp Fiction e Christopher Walken descrevendo a saga do relógio.
Frank tem uma senhora dívida com Rick que não é esclarecida. Por isso vem entregar a arma encomendada e ainda sai com o aviso de que será chamado para resolver outro problema. Nesse reencontro que dá à Rick o primeiro sorriso generoso e genuíno em toda temporada, a revelação que Frank faz sobre a vida na Tailândia é impagável pelo que diz, como diz e acima de tudo, como Rick reage. Não entro em detalhes porque é preciso saber pouco para apreciar mais. Hilário e embora solto, lembra a mesma da descoberta de Mark Mossbacher (Steve Zhan) sobre seu pai na 1ª temporada.
Voltando ao White Lotus, Gaitok identifica que foi Tim Ratliff que roubou a arma, mas ao confontá-lo com sutileza, não consegue reaver a pistola. Tim tem um uso em mente para ela, mais sobre isso à frente.

Tim está desesperado, mas não se abre com sua família. Agora que roubou as drogas de Victoria, sua esposa está desperta e irritada, e reage naturalmente mal ao aviso de Piper que quer mudar para Tailândia e abraçar o budismo. De uma forma tortuosa e cheia de preconceitos, Victoria expõe a óbvia imaturidade da filha, que insiste dar de ombros e manter sua decisão religiosa. Já Tim, que não tem a intensão de sair do White Lotus vivo, mal ouve a esposa e a filha.
Sozinho, ele tenta usar a arma, mas aborta o plano quando Victoria o interrompe na tentativa de terminar a própria vida. Ele não ia conseguir, de qualquer forma, mas por hora adia o plano e aceita visitar o monastério com a esposa e filha no dia seguinte.
Enquanto isso, Saxon e Lochlan ficam cada vez mais bêbados com Chelsea e Chloe, e, enquanto Saxon acha que está conduzindo tudo, é apenas marionete para Chloe que quer se divertir a todo custo. Ela nos revela mais segredos de Greg/Gary: 1) no início o sexo era o que os unia e frequente e 2) agora ele “vive como um monge” sem sexo. Mas o pior, ela alerta Chelsea que Greg/Gary é um homem ciumento e capaz de matar. Bom, isso não é segredo pra gente, mas para elas?

Nem o medo a faz pensar duas vezes. Induzindo a todos a usarem drogas com ela, incluindo um hesitante Saxon. Numa alusão à E Sua Mamãe Também e Challengers, Chloe provoca os dois beijando Chelsea o que faz que, SIM, um incesto fique no ar quando Lochlan parte para beijar seu irmão com tudo. Como o episódio termina antes da festa, saberemos o que “realmente” rolou em uma semana. Mas se o monólogo de Frank tem algum significado, bem, ele se aplica aos irmãos Ratliff.
Falando em Greg/Gary, ele não apenas está de olho em Belinda como pediu à Fabian para “apresentá-los” e o gerente fica animado achando que ela também vai gostar da notícia. Porém, quando ela revela a verdade – Gary é Greg e ele é procurado para dar depoimento pela morte suspeita de Tanya – Fabian reage mal. Ele sugere a ela que pare de “fofocar” porque boa parte dos hóspedes “tem um passado colorido”, não vale detalhar ou se preocupar. Mas claro que Belinda está apavorada.
Ela toma a melhor decisão: envolve Pornchai para proteção e companhia, passando para um relacionamento amoroso também. Se algo acontecer com ela, não será por falta de aviso.

Outras que estão em perigo e ainda não sabem são Kate, Jaclyn e Laurie. Ela tem uma noite animadíssima com o grupo de Vladivostok e eles são tão “coloridos”, ou melhor, criminosos que está bem claro que estão armando algo e elas ainda não perceberam. Claramente foram eles que assaltaram o White Lotus e agora têm passagem liberada para o quarto delas. Perigo, Perigo.
Culpa de Jaclyn, frustrada por estar sendo ignorada pelo marido e, competindo com Laurie, secretamente tem uma noite com Valentin, depois de incentivar mais uma vez a amiga a “aproveitá-lo”.
Não sei não, mas a manhã seguinte não será a mais tranquila no resort. E os suspeitos de virarem um corpo boiando no lago só aumentam… e agora?
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