Uma playlist AG e Dresage: duas forças criativas que moldam o som contemporâneo

Duas artistas surgiram no meu horizonte há alguns anos: Keeley Bumford, que assina como Dresage, e Adriana Gonzales, a AG. A versão delas de How Soon Is Now ficou incrível no trailer da 4ª temporada de The Crown. Sigo ambas desde então.

No universo da música alternativa e das trilhas sonoras que embalam filmes, séries e campanhas publicitárias, elas são dois nomes femininos que têm se destacado tanto pela sensibilidade artística quanto pela versatilidade técnica. Ambas são artistas que transcendem os limites entre cantora, compositora e produtora, construindo carreiras marcadas pela autonomia criativa e pelo domínio técnico raro entre mulheres na indústria musical.

AG, nome artístico de Adrianne Gonzalez, nasceu em Miami, Flórida, e cresceu imersa em música coral, aprendendo piano e violão de forma autodidata. Inspirada pelo duo Indigo Girls, formou-se em Produção e Engenharia Musical na prestigiada Berklee College of Music. Após iniciar sua carreira lançando álbuns sob o nome Adrianne, passou a assinar como AG a partir de 2012. Desde então, lançou sete álbuns e dois EPs, participou da banda The Rescues e consolidou-se como uma das produtoras e compositoras mais requisitadas da atualidade. Seu portfólio inclui colaborações com Christina Perri, MILCK, Ciara, Natalie Imbruglia, KYGO e Aloe Blacc. Suas composições e produções já embalaram dezenas de séries de sucesso como Grey’s Anatomy, Lucifer, Riverdale e The Chilling Adventures of Sabrina, além de longas-metragens como Hobbs and Shaw. Com mais de 600 músicas licenciadas, seu catálogo soma centenas de milhões de streams e visualizações no YouTube.

Dresage, por sua vez, é o alter ego musical de Keeley Bumford, artista nascida no interior do estado de Washington e também formada pela Berklee. Seu som mescla synthpop etéreo, trip-hop e texturas orquestrais, criando atmosferas sonoras imersivas e cinematográficas. Ganhou projeção com sua releitura da canção Perfect Day, de Harry Nilsson, usada na temporada final de Better Call Saul, trabalho que lhe rendeu o prêmio da Guild of Music Supervisors e destaque nas listas de melhores músicas para TV de 2022. Além de seu projeto solo, integra o duo eletropop More Giraffes e já se apresentou em festivais como o Austin City Limits. Sua música já apareceu em produções como The Crown, The Haunting of Bly Manor, Virgin River, Doug Unplugs e em campanhas de grandes marcas como Apple, UNIQLO e Nintendo.

Tanto AG quanto Dresage têm em comum a capacidade de criar músicas que habitam múltiplas plataformas — do intimismo de um disco solo ao impacto emocional de uma cena televisiva. São também figuras centrais na luta por mais espaço feminino nos bastidores da indústria, atuando como produtoras, engenheiras de som e mentoras. Keeley, por exemplo, criou uma comunidade interativa via Patreon e Discord e lançou o token social $DRESG, incentivando a colaboração entre criadores e fãs com acesso a conteúdos exclusivos como demos e pacotes de samples.

Em uma indústria frequentemente dominada por homens, AG e Dresage são exemplos de excelência técnica, independência artística e inovação. Elas não apenas produzem músicas — constroem universos sonoros complexos que refletem o poder transformador da arte feita com autenticidade, técnica e emoção.

Aqui a playlist para conferir:


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