Em 30 de junho de 2025, Bryan Kohberger, acusado dos assassinatos brutais de quatro estudantes da Universidade de Idaho, surpreendeu ao aceitar um acordo judicial: ele se declarou culpado em troca da exclusão da pena de morte. O pacto prevê quatro sentenças de prisão perpétua consecutivas, sem possibilidade de liberdade condicional. A audiência formal de mudança de declaração está marcada para 2 de julho, e a sentença deve ser oficializada ainda neste mês.
A decisão, embora garanta uma punição severa, dividiu a opinião pública. Algumas famílias de vítimas expressaram alívio por evitar um julgamento longo e traumático, enquanto outras, como a de Kaylee Goncalves, demonstraram revolta: “Estamos sendo privados da verdade. Merecíamos respostas.”

O Crime
O caso remonta à madrugada de 13 de novembro de 2022, quando quatro estudantes — Ethan Chapin (20), Madison Mogen (21), Xana Kernodle (20) e Kaylee Goncalves (21) — foram brutalmente esfaqueados enquanto dormiam em uma casa alugada próxima ao campus da Universidade de Idaho. Dois outros colegas sobreviveram, supostamente porque não foram notados pelo assassino.
A cena do crime era descrita como caótica, com sinais de luta e uma brutalidade incomum. A ausência de suspeitos imediatos e a escassez de informações públicas geraram pânico, teorias da conspiração e críticas à atuação inicial da polícia.
A Investigação e a Prisão de Kohberger
Após semanas de incertezas, a polícia prendeu Bryan Kohberger em dezembro de 2022. Ele era um estudante de doutorado em criminologia na Universidade Estadual de Washington, localizada a poucos quilômetros de Moscow, Idaho. O perfil do acusado — fascinado por mentes criminosas e serial killers — levantou ainda mais especulações.
Entre as evidências apresentadas estavam DNA encontrado na bainha da faca utilizada no crime, imagens de câmeras de segurança mostrando o carro de Kohberger nas imediações da casa na noite dos assassinatos e registros de celular que indicavam movimentações suspeitas.
Kohberger se declarou “não culpado” na primeira audiência e se preparava para um julgamento marcado por forte atenção midiática, com a promotoria buscando a pena de morte.

O Impacto do Acordo Judicial
Com a decisão de se declarar culpado, Kohberger evita o julgamento — o que, para muitos, representa a perda de uma oportunidade de esclarecer detalhes cruciais do caso: as motivações, o planejamento, possíveis falhas policiais e até a natureza do vínculo (ou ausência dele) com as vítimas.
Especialistas defendem que o acordo evita anos de batalhas legais e sofrimento para as famílias, mas também destacam que o público talvez jamais saiba o que levou um estudante de criminologia a cometer um ato tão brutal.

O Legado do Caso
Os assassinatos de Idaho se somam a outros crimes emblemáticos dos Estados Unidos, tanto pela sua brutalidade quanto pela comoção nacional que provocaram. O caso também levanta questões sobre a transparência do sistema judicial, a ética da cobertura da mídia e os limites dos acordos de plea deal.
Embora Kohberger tenha sido condenado e o caso esteja perto de seu encerramento jurídico, o impacto emocional e as dúvidas deixadas pela ausência de julgamento continuam a assombrar a comunidade e as famílias das vítimas.
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