Lançado em 1990, Days of Thunder (Dias de Trovão) foi mais do que um filme sobre corridas da NASCAR — foi uma declaração de estilo de Tom Cruise no auge da juventude, da adrenalina e da parceria com Tony Scott. Agora, 35 anos depois, Cruise acelera novamente rumo à continuação do clássico, repetindo uma fórmula que já deu muito certo: reviver um personagem icônico, amarrando nostalgia com espetáculo moderno. Se Top Gun: Maverick foi o ensaio, Days of Thunder 2 promete ser a consagração de uma nova era de retomadas.

O Filme Original: Uma Corrida de Ego, Amor e Gasolina
No primeiro Days of Thunder, Tom Cruise interpretava Cole Trickle, um jovem e impulsivo piloto vindo da Fórmula Indy que tenta conquistar a NASCAR. Seu talento cru, aliado à arrogância, o coloca em rota de colisão com veteranos da pista e os próprios limites físicos e emocionais. O filme acompanha sua ascensão, queda e redenção, com o apoio de Harry Hogge (Robert Duvall), seu chefe de equipe, e Claire Lewicki (Nicole Kidman), médica que o ajuda a se recuperar de um acidente quase fatal e acaba se tornando seu par romântico.
O elenco ainda contava com Randy Quaid, Michael Rooker e Cary Elwes, e o filme foi dirigido por Tony Scott, com roteiro de Robert Towne e produção de Don Simpson e Jerry Bruckheimer — a mesma trinca que havia transformado Top Gun em sucesso anos antes.
Apesar de críticas mistas na época (alguns viam o filme como uma repetição acelerada de Top Gun sobre rodas), Days of Thunder foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 150 milhões no mundo todo, tornando-se um marco na cultura pop das corridas americanas.

Bastidores Quentes: Romance, Tensão e Lendas
Nos bastidores, o filme ficou famoso por dois motivos: o nascimento do romance entre Tom Cruise e Nicole Kidman, que logo se casariam e se tornariam um dos casais mais midiáticos da década, e os atritos na produção, com múltiplas reescritas de roteiro, brigas entre produtor e diretor e gravações caóticas.
Foi também a primeira vez que Cruise mergulhou no universo da NASCAR, algo que o atraiu profundamente. Desde então, ele manteve uma conexão com o universo automobilístico e nunca escondeu o desejo de revisitar o personagem Cole Trickle, desde que houvesse um bom motivo.
Por que Agora?
A resposta curta é: Top Gun: Maverick. O sucesso estrondoso do filme de 2022, que arrecadou quase US$ 1,5 bilhão globalmente, provou que o público ainda deseja ver Tom Cruise como heróis de outrora — desde que atualizados com profundidade emocional, tecnologia de ponta e um arco convincente.
Cruise entendeu que o segredo não era apenas reviver, mas evoluir: Maverick mostrou um personagem marcado pelo tempo, com falhas, mas ainda movido por paixão. A ideia agora é aplicar o mesmo modelo a Cole Trickle: o que acontece com um piloto que já foi o melhor quando a idade e as derrotas se acumulam?


O Que Sabemos da Continuação
O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas fontes de bastidores indicam que a trama pode acompanhar Cole como mentor ou dono de equipe, lidando com uma nova geração de pilotos. Ele também estaria enfrentando desafios pessoais — saúde, legado e reconciliações com o passado.
Cruise deve produzir o filme junto à Skydance, repetindo a parceria de Maverick, com conversas abertas com nomes como Joseph Kosinski (diretor de Top Gun: Maverick) para assumir a direção. A NASCAR já estaria envolvida nos bastidores para garantir autenticidade e apoio logístico.
Quem Volta? Quem Pode Entrar?
- Tom Cruise: 100% confirmado e envolvido criativamente.
- Robert Duvall: aos 94 anos, sua volta é incerta, mas há expectativa de uma participação especial — mesmo que breve.
- Michael Rooker (Rowdy Burns): possível, dado seu histórico positivo com Cruise.
- Nicole Kidman: a grande incógnita.

Nicole Kidman: Um Retorno Improvável, Mas Potente
Kidman interpretou Claire Lewicki com força e elegância, sendo uma das primeiras personagens femininas em Hollywood a ser representada como médica esportiva com autoridade. Seu retorno seria simbólico — não apenas pelo peso dramático que a personagem traz, mas também pelo reencontro com Cruise, com quem ela não contracena desde Eyes Wide Shut (1999).
Apesar de décadas sem trabalharem juntos e uma separação pessoal que sempre esteve sob holofotes, não há animosidade pública entre os dois. Kidman tem seguido uma carreira mais voltada a papéis densos e séries de prestígio, mas nunca descartou projetos desafiadores ou inesperados. Seu envolvimento dependeria diretamente da qualidade do roteiro e do espaço narrativo dado à Claire — não como um interesse romântico secundário, mas como uma mulher que seguiu sua própria trajetória.
Há rumores de que ela foi procurada informalmente, e que os produtores desejam integrá-la ao projeto, mesmo que em uma participação impactante e pontual.

E Brad Pitt?
Embora ainda não haja confirmação, o nome de Brad Pitt tem circulado como possível adição ao elenco — seja como rival de Cole ou como piloto veterano. O ator tem envolvimento com automobilismo (está estrelando um filme sobre Fórmula 1 com a Apple) e possui carisma suficiente para dividir a tela com Cruise num duelo de titãs.
Cruise e Pitt nunca protagonizaram um filme juntos desde Entrevista com o Vampiro (1994), e a possibilidade de vê-los lado a lado em um épico de velocidade seria um evento cinematográfico raro.
A sequência de Days of Thunder representa muito mais do que nostalgia. É um exercício de memória, reinvenção e possíveis reconciliações — tanto narrativas quanto pessoais. Se Tom Cruise conseguir repetir o equilíbrio entre espetáculo e emoção que alcançou em Top Gun: Maverick, há grandes chances de mais uma vitória nas bilheterias e nos corações dos fãs.
E, quem sabe, a volta de Nicole Kidman — mesmo que breve — pode transformar essa corrida em algo ainda mais épico.
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