House of the Dragon 3ª temporada: vazamentos, batalhas e mortes

House of the Dragon entrou em sua fase mais ambiciosa. Depois de duas temporadas que consolidaram a série como um dos maiores sucessos recentes da HBO, os olhos agora estão todos voltados para a terceira parte da história. E, embora a estreia esteja prevista apenas para 2026, os bastidores já estão movimentando discussões. Entre dragões que retornam, batalhas colossais, mortes aguardadas, e falas cheias de entusiasmo (e até exaustão) do elenco, há uma sensação clara: Westeros vai mergulhar em sua fase mais épica e brutal.

O retorno de Sunfyre e o destino trágico de Rhaenyra

Um dos vazamentos mais comentados trouxe de volta Sunfyre, o dragão de Aegon II. A série havia sugerido que ele morrera na Batalha de Pouso de Gralhas, quando Vhagar o ataca junto com Meleys, deixando Aegon gravemente ferido. No episódio final da segunda temporada, o próprio Aegon chega a afirmar que seu dragão estava morto. Mas gravações recentes em Hankley Common revelaram soldados da Casa Mooton encontrando um covil repleto de ossadas antes de serem atacados por Sunfyre — exatamente como descrito em Fogo & Sangue.

Isso significa que o arco do dragão permanece fiel ao livro. Sunfyre sobrevive, recupera-se e retorna para protagonizar um dos momentos mais cruéis da história Targaryen: a execução de Rhaenyra, devorada diante dos olhos de Aegon. O vazamento, portanto, tira qualquer dúvida: o destino da protagonista continua sendo o mesmo da obra de George R.R. Martin.

Dreamfyre em cena e a polêmica sobre Rhaenyra ocupar todos os espaços

Outro ponto que incendiou as redes foi a notícia de que Dreamfyre, o dragão de Helaena, terá cenas importantes na terceira temporada — mas dividindo espaço com Rhaenyra. De acordo com relatos, Emma D’Arcy (Rhaenyra) e Phia Saban (Helaena) gravaram juntas no Fosso dos Dragões.

Nos livros, depois do trauma de Blood & Cheese, Helaena nunca mais monta Dreamfyre. E não há interação alguma com Rhaenyra nesse contexto. O simples rumor de que a série pode criar uma cena inédita já foi suficiente para gerar revolta. Muitos fãs reclamaram que a produção não dá espaço para personagens verdes existirem fora da sombra de Rhaenyra. As críticas se acumulam: “Por que ela precisa estar em tudo?”, questionam.

Mas a verdade é que House of the Dragon já fez sua escolha desde a primeira temporada: centralizar a narrativa em Rhaenyra, transformando-a na protagonista absoluta. Isso inevitavelmente altera o equilíbrio entre os núcleos e cria situações em que a série inventa passagens dramáticas para dar mais densidade emocional à heroína. Para alguns, isso é traição ao espírito de Fogo & Sangue; para outros, é a única maneira de tornar televisiva uma obra que, no papel, funciona como uma crônica fria e distante.

As batalhas que vão incendiar a temporada

Se os dragões já são suficientes para levantar debates, os vazamentos mais recentes mostram que a terceira temporada também será marcada por batalhas inesquecíveis. O ciclo deve começar com a Batalha da Garganta (Battle of the Gullet), logo nos primeiros episódios, e avançar para um dos confrontos mais sangrentos da guerra: o Butcher’s Ball.

É nesse massacre que Ser Criston Cole, um dos personagens mais polêmicos da história, encontra seu fim. Vazamentos apontam que veremos sua cabeça decepada exposta em uma lança — uma imagem de triunfo do lado negro (Team Black). Gravações em Hankley Common, dirigidas por Nina Lopez-Corrado, confirmam a cena, que deve aparecer no episódio 7.

A reta final da temporada deve culminar na Primeira Batalha de Tumbleton, prevista para o episódio 8. Com isso, teremos três grandes combates em uma única temporada — algo inédito até agora. A produção pode não conseguir adaptar todos os conflitos descritos nos livros, mas só esses já são suficientes para transformar a 3ª temporada em uma verdadeira epopeia de guerra.

“Sangue, vísceras e um nível ridículo de produção”

Enquanto os vazamentos empolgam e dividem opiniões, o elenco também tem dado pistas sobre a escala do que está por vir. Matt Smith, intérprete de Daemon, afirmou que a temporada será “ainda mais brutal”, com “muito sangue e muita tripa”. Segundo ele, os meses finais de filmagem concentram algumas das maiores sequências de ação já feitas pela série.

Olivia Cooke, que vive Alicent Hightower, foi ainda mais enfática: descreveu a produção como “ridícula” em escala, recheada de efeitos práticos e sequências de dublês grandiosas. Em entrevistas recentes, contou que as filmagens começaram em abril e só terminam em outubro, com cronograma pesado e exaustivo. “É insano”, resumiu.

O tom usado pelos atores não é de mero entusiasmo promocional: há um reconhecimento de que a série chegou a um patamar em que cada episódio exige proporções de cinema, tanto em orçamento quanto em esforço físico e técnico.

O calendário da produção e a estreia

A 3ª temporada começou a ser rodada em março de 2025, com gravações principais iniciadas em abril e término previsto para outubro. A partir daí, virá a fase longa de pós-produção, que envolve edição, trilha e, principalmente, os complexos efeitos visuais que dão vida aos dragões e batalhas.

Embora a HBO ainda não tenha oficializado a data de estreia, o mais provável é que, a exemplo das temporadas anteriores, a série retorne no verão do hemisfério norte — ou seja, em meados de 2026. O mesmo ano que marcará também a chegada de outro spin-off, A Knight of the Seven Kingdoms, sobre Dunk e Egg, prometendo expandir ainda mais o universo televisivo de Martin.

Um clímax anunciado

Tudo indica que a 3ª temporada de House of the Dragon não será apenas mais um capítulo, mas o clímax absoluto da Dança dos Dragões. Com Sunfyre retornando, Dreamfyre em foco, Criston Cole caminhando para a morte e batalhas como Gullet e Tumbleton no horizonte, a série abraça de vez o espetáculo da guerra total.

Será também o momento em que o público terá de encarar que a violência não perdoa ninguém. Os filhos de Alicent e Rhaenyra já sofreram perdas irreparáveis, e o que vem pela frente promete ser ainda mais devastador. Não há redenção em Westeros — apenas a certeza de que, no jogo dos tronos, até dragões podem ser devorados.


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