Alien: Earth e todas as suas criaturas — dos xenomorfos clássicos ao enigmático “Olho”

Alien: Earth está fascinado fãs ao redor do mundo justamente porque não se contenta em revisitar os mesmos xenomorfos de sempre: cada episódio vem revelando novas formas de “alienígenas”, num leque que vai do orgânico ao tecnológico, da biologia à imaginação mais distorcida. É como se a série estivesse, capítulo a capítulo, ampliando a gramática do terror que Ridley Scott inaugurou lá atrás.

Temos, claro, os xenomorfos clássicos, os que carregam toda a herança da franquia: as criaturas biomecânicas que caçam, espreitam e nos lembram por que nunca devemos confiar em corredores escuros. Aqui, eles aparecem em variações que reforçam sua versatilidade como predadores: ovos, facehuggers, chestbursters e adultos em pleno vigor. A sensação é de retorno às raízes, mas com a câmera ousando ângulos e texturas que tornam tudo mais visceral.

Ao mesmo tempo, surgem os híbridos, esses Lost Boys criados pela Prodigy Corporation. Tecnicamente não são alienígenas, mas na prática ocupam esse lugar estranho de seres que não são mais humanos, tampouco máquinas comuns. Wendy é o maior exemplo: uma jovem que não só transita entre os dois mundos, mas que consegue ouvir e falar na frequência dos xenomorfos. A série constrói nela a ponte impossível — entre aquilo que nos aterroriza e a nossa vontade de compreender.

Mas a diversidade de monstros não para aí. Temos os organismos novos, como os insetos letais que atacam Tootles no episódio 6, ou o enigmático “Olho”, uma entidade que mais parece saída de um pesadelo lovecraftiano. O confronto desse ser com um xenomorfo muda completamente a hierarquia que conhecíamos: de repente, o predador perfeito não é mais o topo da cadeia. É perturbador pensar que os próprios aliens têm inimigos naturais — e que talvez nem eles sejam os maiores vilões da história.

E, num jogo paralelo, estão os humanos e ciborgues, figuras que desafiam a própria noção de humanidade. O personagem Morrow, por exemplo, encarna esse tipo de ser meio orgânico, meio máquina, que funciona quase como um “alien tecnológico”. Eles ampliam a discussão sobre quem realmente são os monstros: as criaturas ou aqueles que ousaram criá-las.

Esse mosaico de “aliens” — clássicos, híbridos, sintéticos e novos monstros — faz de Alien: Earth uma experiência quase arqueológica do medo. Cada episódio cava uma camada inédita do mito, sem nunca deixar de lado a sensação de claustrofobia que sempre definiu a franquia.

E é aqui que entra algo simbólico: o elogio de Sigourney Weaver. A eterna Ripley, que deu rosto, voz e coragem à saga desde 1979, esteve no Festival de Toronto e disse que está adorando a série. Não apenas porque mantém o DNA de Alien, mas porque vai além: fala sobre como será o mundo daqui a cem anos, sobre ganância, sobre tecnologia e sobre humanidade. Weaver afirmou: “O que admiro é que o escopo é muito mais profundo do que apenas um filme de Alien… É sobre o mundo em que estaremos vivendo daqui a cem anos”. E ainda completou com espanto: “Não acredito que estou assistindo televisão”.

Isso tem um peso enorme. Não é só a atriz icônica endossando a produção — é a própria Ripley reconhecendo que a franquia encontrou um novo fôlego, digno de ser acompanhado. Para os fãs, é como se a série tivesse recebido o selo mais legítimo de aprovação.

E, para mim, fica a expectativa ainda maior: até agora, a Disney liberou para a imprensa apenas os episódios já exibidos. O que vem a seguir será surpresa até mesmo para quem cobre a série de perto. Se já tivemos xenomorfos clássicos, híbridos vulneráveis, monstros inéditos e até entidades que rivalizam com eles… a imaginação corre solta para os próximos capítulos.


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