Não é como se Only Murders in the Building tivesse uma fórmula — sempre há ajustes. Mas chegamos ao clássico episódio de “conheçam os novos possíveis assassinos”. A série sai da obviedade da máfia italiana — apresentada de forma quase datada — e introduz a nova máfia de NYC: os CEOs.
Camilla White, Sebastian “Bash” Steed e Jay Pflug são bilionários que prezam mais vencer do que contar suas fortunas. É um alerta que não pode ser ignorado: a competitividade os levou ao cassino clandestino do Arconia e à lista de suspeitos. Jay, sem o dedo indicador, talvez seja a peça-chave — e Lester, como deduz o trio, viu o que não deveria ter visto.
Enquanto isso, na portaria, um robô substitui Lester. A novidade causa estranhamento, e a exigência de listar todos os moradores pode se tornar pista crucial.

De volta à casa de Oliver, o trio se reúne para teorizar, agora com a ajuda de Vince (lembram dele, da temporada passada?). Ele observava pássaros com Lester e pode decifrar as anotações do porteiro, que comparava todos a aves. Descobrimos que na noite do assassinato havia apenas cinco pessoas no cassino:
- Nicky Caccimelio, o pássaro retaliator e mafioso — e a vítima.
- Jay Pflug, o herdeiro rebelde da indústria farmacêutica, que financia causas bem menos nobres.
- Bash Steed, gênio da IA, obcecado por longevidade.
- Camilla White, a rainha do lifestyle, arquiteta de uma vida perfeita e luxuosa.
A estratégia do trio é simples: falar dos suspeitos no podcast e esperar que eles venham até eles. Funciona — e rápido. Jay responde à provocação nas redes, prometendo um jantar para “esclarecer tudo”.
Oliver monta seu plano maquiavélico: servir apenas pequenas porções de caviar, chocolate e champagne para embebedar o convidado e fazê-lo falar. Charles e Mabel desaprovam, mas é tarde. Jay aparece para o jantar… e não está sozinho. Camilla e Bash o seguem, alegando que querem defendê-lo.
A tensão cresce: o trio não tem comida para todos e, pior, os três bilionários são rápidos em virar o jogo — ameaçam processo por difamação e exigem que seus nomes não sejam ligados ao mafioso morto. As falas são afiadas, e a cena vira quase um duelo de xadrez verbal, com risco legal e físico pairando no ar.
A partir daí, a dinâmica se fragmenta: Oliver cola em Camilla, que se horroriza com a decoração de sua casa (e redecora no ato); Bash vai para a cozinha ajudar Charles a salvar o jantar improvisando um prato de família; e Jay se aproxima perigosamente de Mabel, num flerte que lembra o jogo de espelhos da temporada passada.

Obviamente, nossos podcasters se empatizam com os suspeitos. Mabel comenta com Jay sobre sua mentira da plataforma do podcast. Ele insiste que é inocente, e que perdeu o dedo acidentalmente confrontando Nick, uma versão confirmada por Camilla e Bash. Um detalhe: na redecoração, reparei que Camilla levou o quadro dos suspeitos que estava na sala do Oliver.
O fato é que os suspeitos conseguiram seduzir os podcasters. Do “nada”, a plataforma do podcast fecha o patrocínio com eles e assim que assinam o contrato descobrem que Jay, Camilla e Bash compraram a companhia e sim, Only Murders in the Building não pode falar deles. O episódio termina deixando claro que esses três “novos mafiosos” são mesmo mais perigosos do que pareciam — e que o trio do Arconia pode ter mordido um problema maior do que consegue mastigar.
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