Slow Horses – Temporada 5, Episódio 2: Recap Completo: Incommunicado une Terroristas, Política e a Namorada Perigosa de Roddy

Depois de um primeiro episódio eletrizante que preparou o terreno para mais uma temporada de conspirações e jogos de espionagem, Slow Horses segue aumentando as apostas no episódio 2. O que parecia ser apenas um atentado isolado começa a revelar uma rede mais complexa, em que Roddy Ho, o hacker tagarela e sempre subestimado de Slough House, se vê no centro do perigo. Embora seja quase justificado querer calá-lo para sempre, segue sem sentido tê-lo no coração de uma conspiração internacional.

Roddy sobrevive por pouco

A trama abre com Roddy chegando em casa, deixado por sua nova namorada, Tara, que já despertava desconfianças. Ao entrar no apartamento, ele percebe barulhos vindos do quarto e, armado com uma espada de decoração (digna de Final Fantasy), se prepara para enfrentar um intruso. Para sua surpresa, quem estava lá era Jackson Lamb, que, mesmo a contragosto, resolveu levar a sério as suspeitas de Shirley e Catherine de que Roddy estava sendo manipulado.

Roddy insiste que não corre perigo e que o fato de ter finalmente uma namorada não deveria ser considerado uma ameaça. Mas Lamb permanece — e está certo. Logo, o atirador que havia executado Rob Trew no episódio anterior invade o prédio, usando uma cópia da chave do apartamento de Roddy. No momento em que o assassino se prepara para atirar, Lamb intervém, e Roddy, fingindo estar dormindo, reage. Juntos, eles conseguem jogar o homem da sacada, ferindo-o gravemente.

Shirley, que vigiava a rua, corre para tentar capturar o atirador, mas a operação se transforma em um caos típico de Slough House. Apesar de persegui-lo com coragem, chegando a usar até uma seringa improvisada como arma, ela não consegue contê-lo. O homem escapa e retorna ao furgão branco, que mais uma vez desaparece pela cidade.

O fantasma de Tara

A dúvida que paira é inevitável: Tara, a nova namorada de Roddy, está envolvida com os terroristas? Lamb acredita que sim. O detalhe mais revelador é que o assassino tinha uma chave verdadeira do apartamento — Roddy confirma que havia perdido o chaveiro dias antes, até que Tara “encontrou” e devolveu. A realidade é óbvia: ela fez uma cópia e entregou ao grupo.

River Cartwright e JK Coe são enviados para checar o endereço de Tara, mas encontram apenas uma senhora idosa e o neto polonês. Nenhum sinal da jovem. Só que Tara estava, na verdade, observando tudo do prédio em frente, prevendo a movimentação da MI5. Fica claro que ela está muito mais envolvida do que aparenta — talvez até liderando parte do plano.

Diana e Peter Judd: um acordo obscuro

Enquanto isso, Diana Taverner recebe uma visita inesperada em casa: Peter Judd, o político de temporadas anteriores, agora reciclado como consultor de relações privadas. A essa altura, quem acompanha Slow Horses sabe que se Judd está envolvido, não há boa coisa. Ele revela que o fuzil de assalto usado no massacre de Abbotsfield foi roubado de uma feira de armamentos realizada em Docklands semanas antes.

Judd entrega a lista de armas desaparecidas em troca de uma promessa: que o nome da empresa fabricante não seja citado publicamente. Diana aceita a informação, mas deixa claro que a MI5 investigará a empresa. O escândalo político, mais uma vez, se mistura às ameaças terroristas. Com isso, ela adia mais uma vez seu pedido de demissão (considerado três vezes antes).

Claude Whelan na mira da imprensa

Outro fio narrativo envolve Claude Whelan, Diretor-Geral da MI5, abordado durante sua corrida matinal por um jornalista chamado Carl. A princípio, Whelan pensa que se trata de um cidadão curioso, mas logo percebe estar diante de um repórter contratado por Dodie Gimball, colunista ácida e esposa do candidato a prefeito que ele desprezou no episódio 1. E foi avisado! Carl insinua que Whelan teve um caso durante uma conferência em Copenhague, e o embaraço do diretor apenas confirma o rumor. A imprensa, portanto, se prepara para usar sua vida privada como munição política.

Slough House detida

O episódio termina com Diana invadindo Slough House acompanhada de uma equipe armada. Lamb, impassível, mal levanta os olhos quando seus agentes são colocados em lockdown. Roddy é levado para investigação no Park, enquanto o restante fica isolado, sem acesso ao mundo exterior.

O verdadeiro plano dos terroristas

Aos poucos, o objetivo do grupo começa a emergir. Eles não pretendem apenas eliminar alvos específicos — querem criar caos generalizado. Para isso, manipulam jovens “ativistas climáticos”, convencendo-os de que estão sabotando o setor de petróleo. O grupo recebe um grande recipiente químico e o despeja em tanques de uma refinaria, filmando a ação como se fosse protesto ambiental.

No dia seguinte, a consequência é devastadora: carros começam a explodir espontaneamente nas ruas de Londres. O pânico se espalha. Ainda não está claro se a intenção é política, ideológica ou apenas semear terror. Mas a mensagem é inequívoca: ninguém está seguro. E sim, é bom voltar à cena de Judd com Diana porque ele também mencionou “outro cliente” do ramo petrolífico.

“Incommunicado”, equilibra tensão e humor ácido como só Slow Horses sabe fazer. O foco em Roddy traz um tom quase cômico em meio à tragédia — afinal, colocá-lo como peça-chave da narrativa é, ao mesmo tempo, ridículo e brilhante. Jackson Lamb, com seu sarcasmo habitual, rouba as cenas, e a dinâmica entre os agentes evidencia mais uma vez o lado humano (e desajustado) do time. Ele sempre está pelo menos dois passos à frente do resto.

O episódio reforça um ponto essencial da série: o caos reina, tanto entre os terroristas quanto dentro do MI5 e de Slough House. E é justamente nesse caos que a trama encontra sua força, deixando claro que a temporada ainda reserva choques maiores.


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