Cinco meses se passam. Kate surge, finalmente, arrumada e tentando parecer funcional na embaixada. Eidra acompanha um comboio que se aproxima — é Hal, chegando de surpresa. E, como sempre, uma péssima ideia. Em minutos, ele flagra a esposa em um gesto íntimo com o pesquisador Callum Ellis, o novo rosto por trás do projeto do petróleo. O detalhe cruel: o encontro acontece justamente no dia do aniversário de casamento dos dois.
A reação é a de sempre — e previsivelmente irritante. Kate, em vez de se envergonhar, se irrita.
Callum, diplomático e frio, tenta seguir o protocolo, mas a tensão é óbvia. Hal, com aquele olhar de quem já viu esse filme antes, entende tudo: o “brilhantismo” de Kate a colocou, mais uma vez, em um romance duvidoso, com um lobista que tem conexões russas. Em outras palavras, um risco direto à segurança nacional.

E, claro, a culpa — segundo Kate — é dele. Porque “ele escolheu ser vice-presidente”. Difícil não se solidarizar com Hal. Depois de três temporadas, a “incompetência emocional” da protagonista é quase um estudo de caso.
Kate ainda tenta justificar-se, explicando que as coisas com Dennison acabaram — e que ele agora namora outra. (Como se isso fosse relevante, ou digno de empatia.)
Enquanto Hal reflete sobre a bagunça emocional em que vive, Eidra e Stuart continuam reproduzindo a mesma dinâmica tóxica de seus chefes: ressentimento, sarcasmo e lealdade forçada. Eidra, porém, mostra lucidez — está desmotivada, quer mais do que as migalhas de confiança que recebe e decide agir por conta própria.
Sem alternativa, busca Hal — e, por formalidade, avisa Kate antes. Traz uma bomba: um coronel checheno tem provas de que o governo americano esteve por trás do ataque ao navio britânico — aquele mesmo atentado manipulado pela Presidente Grace Penn.
Kate, claro, interfere. E irrita Eidra ainda mais. No meio da confusão, os Wylers são convocados para uma nova entrevista pública como o “casal perfeito”. Kate tenta avisar Hal sobre a descoberta de Eidra, mas ele, tomado de raiva e exaustão, a ignora. Um erro fatal: estão completamente desalinhados.

Durante uma discussão privada, Hal finalmente confessa que o que Eidra descobriu é verdade. Agora, o plano é desacreditar o coronel antes que ele exponha o governo americano. O casal embarca às pressas para encontrar a Presidente Penn — enquanto Eidra dá um “bolo” em Stuart, que nem sequer é informado da viagem.
Hal segue distante, silencioso, e Kate, mesmo cercada de poder, parece mais vazia do que nunca.
Agora que ela tem um amante e um casamento de fachada, o equilíbrio — se é que ainda existia — começa a ruir. A Diplomata volta a provar que, quando se trata de Kate Wyler, nenhuma tragédia pessoal é pequena demais para virar um incidente internacional.
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