Robin Hood — Episódio 3 (Recap): “No Man Can Hide Forever”

Depois de dois episódios intensos e sangrentos, Robin Hood chega ao seu terceiro capítulo misturando política, paganismo e destino. O tom continua sombrio e o título – “No Man Can Hide Forever” – parece refletir o inevitável: Robin Locksley não pode mais se esconder. Ele já virou símbolo, quer queira ou não. Deixando um rastro de sangue.

O peso da morte de Laforce

O episódio começa com o castelo de Nottingham em choque. O capitão Laforce volta morto da caçada, carregado pelos próprios soldados. E claro, o culpado perfeito é Robin Locksley, o rapaz que perdeu o pai por ordem do xerife. A mentira é conveniente: dizem que ele esperava pelos soldados na floresta para se vingar.

Entre os mais abalados, está Priscilla, que tinha um caso com Laforce. Sem hesitar, ela entrega Marian — sua amiga de infância — ao revelar o romance secreto dela com Robin e o casamento pagão que os uniu na floresta. A traição não é só pessoal: Priscilla ainda convence o pai a colocar uma recompensa de 200 moedas pela captura de Robin, vivo ou morto.

Mas o xerife, frio e calculista, transforma o episódio em oportunidade. Quer Robin vivo — não por justiça, mas para exibir seu poder com uma execução pública, um recado direto aos saxões e aos nobres rivais, especialmente o conde de Huntingdon. A tensão entre eles cresce, e o bispo de Hereford é enviado para cobrar metade da recompensa do conde, acusado de ter provocado toda a tragédia.

Na floresta, o nascimento dos “merry men”

Fugindo da caça humana, Robin cruza com três irmãos exilados: Ralph, Drew e Henry Miller. São figuras trágicas e humildes, saxões banidos por um escândalo familiar. Henry, o mais novo, é mudo e instável; Ralph, disfarçada de homem para proteger os irmãos, revela força e coragem.

Robin os acolhe e ensina Ralph a manejar o arco. Quando dois soldados normandos confundem Ralph com ele e tentam capturá-la, Robin mata novamente. É o início de um elo entre fugitivos — um grupo que ainda não tem nome, mas que começa a se formar à sombra do medo e da injustiça.

Marian e o jogo da corte

Enquanto isso, Marian chega à corte de Westminster. O luxo esconde um ambiente cruel: a rainha Eleanor e o rei Henrique II vivem cercados de amantes e intrigas (algo coerente com a História verdadeira). Marian é recebida pela rígida Celine, que a trata como criada, sem imaginar que a jovem tem outra missão.

Em particular, Eleanor revela ter planos maiores para ela, e tudo indica que envolvem o xerife de Nottingham, primo de seu marido. É provável que Marian tenha sido escolhida justamente por conhecer o inimigo de dentro. Mesmo longe, ela sente o chamado da floresta e de Robin.

O caçador que virou aliado

É aqui que entra John Naylor, o “Little John”. Um caçador de recompensas gigantesco, com passado violento e um dom inquietante: ele acredita ouvir a voz da deusa da floresta, Godda. Quando a aparição o adverte a não entregar Robin — “o filho da floresta” —, John muda de lado.

A história dele é marcada por trauma: matou o pai abusivo ainda criança e desde então carrega a culpa de ter o sangue como destino. A redenção vem na forma de aliança. John liberta Robin e promete lutar ao seu lado. Assim nasce o núcleo dos lendários Merry Men.

A tragédia de Huntingdon

Enquanto o conde de Huntingdon caça Robin para limpar seu nome e talvez lucrar com a recompensa, seu filho Aaron decide agir sozinho. Movido por orgulho, invade a floresta e encontra Robin e os Miller. No confronto, mata o cachorro de John e fere um dos irmãos, até que Ralph, com o arco que Robin lhe ensinou a usar, dispara. Aaron cai morto.

A cena é brutal. O conde chega tarde demais e vê o corpo do filho. O luto vira ódio, e a promessa é de vingança: agora ele não quer capturar Robin — quer matá-lo. O número de mortos “por Robin” só aumenta.

Entre fé e fúria

O episódio termina em tom profético: a floresta começa a se tornar sagrada, Robin encontra aliados, mas também inimigos dispostos a tudo. De um lado, o xerife quer a ordem; do outro, Huntingdon quer sangue. E entre ambos, surge a lenda.

No Man Can Hide Forever consolida o tema da série: mais do que um fora-da-lei, Robin é o espelho de um povo esmagado e, pouco a pouco, desperto. A cada morte, nasce um mito.


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